domingo, 23 de setembro de 2012

Gay conta ter gasto mais de R$ 60 mil para tentar ‘conversão’ à heterossexualidade


http://www.pavablog.com/2012/09/23/gay-conta-ter-gasto-mais-de-r-60-mil-para-tentar-conversao-a-heterossexualidade/

O americano Peteson Toscano conta ter gasto USS$ 30 mil (cerca de R$ 60.500), recorrido a três tentativas de exorcismo e passado por um casamento fracassado até conseguir superar seus dilemas pessoais e aceitar que era gay.
O processo durou 17 anos e Toscano hoje milita contra tratamentos que atendem por com nomes como ”conversão” ou ”terapia reparadora”, voltados para gays que querem mudar sua orientação sexual.
Tais práticas contam com o apoio de Igrejas fundamentalistas cristãs. E alguns dos que se submeteram a elas asseguram sua eficácia e se definem como ex-gays.
Mas Toscano, de 47 anos, afirma que não só estes processos não funcionam como também causam danos psicológicos.
Ele é de uma tradicional família ítalo-americanda do Estado de Nova York. Cristão devoto e evangélico, Toscano teve dificuldades em aceitar o que via como um conflito entre sua orientação sexual e sua fé.

‘Desespero terrível’

”Eu estava fazendo algo errado pelo qual eu seria punido na outra vida. E por isso sentia muito medo e um desespero terrível”, afirma, em entrevista à BBC.
Como um adolescente que cresceu nos Estados Unidos da década de 80, Toscano viveu em uma época em que o termo ”gay” era um sinônimo de Aids. Até 1973, psiquiatras americanos classificavam homossexuais como sendo insanos.
”Eu somei dois mais dois e cheguei ao que me parecia ser uma equação lógica, a de dizer ‘isto é errado, é ruim, eu preciso consertar isso’. E 17 anos depois eu finalmente acordei e retomei a razão”, afirma.
Os anos de tratamento são uma lembrança dolorosa. Após ter entrado em depressão depois de uma entrevista à rádio pública dos Estados Unidos na qual relatou os processos a que se submeteu, ele agora evita entrar em pormenores.

Experiência traumática

Mas ele relata que um dos incidentes mais sombrios ocorreu durante seu internamento por dois anos no centro Love in Action (Amor em Ação), hoje rebatizado como Restoration Path (Caminho da Restauração), na cidade de Memphis, no Estado americano do Tennessee.
Lá, ele foi instruído a registrar todos os encontros homossexuais que já havia tido. Em seguida, pediram que ele relatasse o mais constrangedor destes encontros para sua família.
Tais terapias não se limitam, no entanto, aos Estados Unidos. Toscano visitou a Inglaterra na década de 90 a fim de se submeter a um exorcismo. Ele já tinha se submetido a dois exorcismos fracassados nos Estados Unidos.
De acordo com Peterson, esse tipo de prática ”é danosa psicologicamente especialmente para os jovens. Se você acredita nisso, você fará qualquer coisa para rasgar a sua alma”.
Nos Estados Unidos, já estão sendo tomadas medidas para proibir parcialmente as terapias de conversões para gays no Estado da Califórnia. E o governador Jerry Brown está avaliando um projeto de lei que torna ilegal a terapia reparadora para crianças. Se aprovada, será a primeira medida nesse sentido tomada no país.
Toscano tem um blog e um canal de YouTube e usa sua experiência como ator de teatro realizando apresentações nas quais procura consicentizar pessoas sobre os danos causados aos que se submetem a tratamentos para suprimir ou mudar suas orientações sexuais.

sábado, 22 de setembro de 2012

DNA revela que bosquímanos são descendentes de primeiros humanos


http://oglobo.globo.com/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271


Foram avaliados genomas de 220 pessoas de 11 diferentes populações subsaarianas, no maior estudo do tipo já feito na África. Linguista já havia levantado a hipótese nos anos 60


Javier Sampedro

Do El País
Publicado:21/09/12 - 9h38
Atualizado:21/09/12 - 9h38





Um homem da tribo San, da África do Sul: estudo genético confirma que se trata do grupo mais antigo, descendente direto dos primeiros humanos modernosLatinstock


O genoma de 220 pessoas de 11 diferentes populações subsaarianas — o maior estudo do tipo já feito na África — comprovou que os bosquímanos San descendem em linha direta dos primeiros seres humanos modernos, que evoluíram no Sul do continente africano há mais de 100 mil anos. O trabalho identifica os seis genes considerados chave para o desenvolvimento do crânio e do cérebro que foram objeto de seleção darwiniana na época e que, provavelmente, criaram a anatomia humana moderna num período relativamente curto.

Outros fenômenos genéticos posteriores embasam as adaptações de determinadas populações a um ou outro ambiente, e afetam a potência muscular, a proteção contra a radiação ultravioleta — e a cor da pele — e a resposta imunológica a novas infecções.

Os bosquímanos falam as chamadas línguas estaladas, em que as consoantes soam como estalidos feitos com a língua ou beijinhos. De fato, o primeiro pesquisador a sugerir que os San e outros bosquímanos representavam a população ancestral da Humanidade moderna não foi um geneticista, mas sim um linguista: Joseph Greenberg, da Universidade de Stanford, que propôs, nos anos 60, que as línguas estaladas, faladas por pequenas populações de bosquímanos espalhadas pelo Sul e Leste da África, formavam, na verdade, uma única família linguística, a khoisan.

Mas é a genética, e também a recente arqueologia, que acabou por resgatar a hipótese de Greenberg do esquecimento total, iniciado logo após a sua formulação. O grande linguista e antropólogo morreu em 2001, muito antes de ver comprovadas as suas teorias.

O novo trabalho é produto de uma colaboração entre biólogos evolutivos, antropólogos, neurocientistas e geneticistas, coordenados por Himla Soodyall, da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, e Mattias Jakobsson, da Universidade de Uppsala, na Suécia. Os resultados foram apresentados na “Science”.

— Os San têm algo especial a acrescentar ao mundo, tanto geneticamente quanto cultural e eticamente — afirmou Jakobbson, justificando seu trabalho. — A importância do nosso estudo é que ele coloca o patrimônio San no lugar devido da História e também aporta dados genéticos para estudos futuros.

Os pesquisadores analisaram 2,3 milhões de snips (acrônimo em inglês para “single nucleotide polymorphisms” ou polimorfismos de um só nucleotídeo), que são variações de apenas uma letra na sequência do DNA (o genoma humano tem cerca de 3 bilhões de letras). Os cientistas compararam essas variações em 200 indivíduos de 11 populações da parte Sul do continente, a maioria falante das línguas estaladas, do grupo khoisan. Trata-se da maior massa de informação genética sobre as populações subsaarianas já obtida até hoje.

— A divergência mais profunda de toda a Humanidade atual ocorreu há uns 100 mil anos — afirmou a pesquisadora Carina Schlebusch, de Uppsala, em referência à separação genética entre os San e o restante da população do planeta, incluída aí a imensa maioria da população africana. — Essa data é anterior à migração dos humanos modernos para fora da África (há cerca de 60 mil anos) e duas vezes mais antiga que o tempo de divergência entre os pigmeus da África central e os caçadores-coletores do Leste.

Quando duas populações se separaram, geneticamente, há pouco tempo, como as do Oriente próximo e do Mediterrâneo ocidental, seus genomas são muito parecidos, ou seja, mostram pouquíssima divergência. Quanto maior a divergência, mais antiga foi a separação. Reunindo muitos dados desse tipo, geneticistas conseguiram reconstruir um mapa surpreendentemente detalhado da grande história das migrações humanas. E constataram que a maior divergência genômica de todas — logo, a mais antiga — foi a que ocorreu entre os bosquímanos San e todo o restante da população do planeta.

— Trata-se de um tributo fenomenal aos povos Khoe e San, aos quais estamos dando a oportunidade de reclamar seu lugar na História do mundo — afirmou Himla Soodyall, lembrando que os bosquímanos estão desaparecendo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271#ixzz27EIChO7t.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tela azul para prefeita


http://www.hortifruti.org/2012/09/17/tela-azul-para-prefeita/

Postado em: 17th setembro 2012 por Vanessa Barbara em Crônicas, Folha de S. Paulo, TV

Folha de S.Paulo – Ilustrada
17 de setembro de 2012
por Vanessa Barbara
Nas últimas semanas, muito se falou da tela azul da Record News, um fenômeno de audiência que tem marcado em média 0,5 pontos (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios).
Com o sinal da emissora é gerado em Araraquara, ela não é obrigada a exibir o horário eleitoral gratuito da capital. No entanto, por ser aberta, não pode colocar nada no lugar. Então veicula, duas vezes ao dia, por meia hora, um slide azul muito vivo e estático, avisando que se trata da faixa reservada à propaganda política.
A cerúlea imagem tem angariado mais espectadores do que certas emissoras no mesmo horário, e mais do que a própria Record News costuma obter com sua programação policromática.
A raiz desse fenômeno está no hábito de mudar de canal quando começa a propaganda eleitoral. Em busca de uma rota de fuga, quem não possui TV a cabo acaba sintonizando na tela azul, e por lá o aparelho permanece até que a programação volte ao normal. É como um alarme da hora da novela.
Tenho acompanhado as peripécias da efígie celeste com grande afinco, não por aversão ao horário eleitoral, que é bem divertido, mas por ter plena convicção de que se trata de uma das coisas mais interessantes que a televisão apresentou nos últimos tempos.
A tela azul, por exemplo, não teria coragem de começar um telejornal com observações engraçadinhas e trocadilhos espirituosos sobre o trânsito da cidade. A tela azul não oferece reviravoltas inverossímeis ou atuações vergonhosas como nas novelas, tampouco exibe imagens do Pantanal mato-grossense em especiais sobre plantas que curam.
Naquele cárdeo retângulo, nenhum comentarista esportivo fala platitudes no show do intervalo, nem há mulheres dançando em maiôs de zebra enquanto o auditório bate palmas, amestrado.
A tela azul não desbota e nem cede ao degradê só porque os níveis de audiência baixaram de repente; a tela azul não tira a camisa e nem conta piadas quando os produtores assim o determinam. Não dá prêmios aos primeiros que telefonarem e não tenta empurrar produtos de ginástica ou tônicos capilares aos espectadores, que tampouco precisam se submeter a sofríveis dicas de saúde e fofocas de celebridades.
Sem locuções melosas em off, a tela azul é uma bela surpresa na televisão brasileira.
Seus bons índices de audiência me fazem torcer para que outras emissoras sigam o exemplo, aumentando exponencialmente a qualidade média dos programas. 

UPPs 'embrulham' uma cidade em que mercado ilegal continua ativo


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/67476-upps-embrulham-uma-cidade-em-que-mercado-ilegal-continua-ativo.shtml

LENIN PIRES
ESPECIAL PARA A FOLHA
A observância de padrões diferenciados de criminalidade violenta em determinadas áreas do Rio e sua região metropolitana requer reflexão.
Uma "explicação" usual é que isso decorre da migração de criminosos das áreas onde funcionam UPPs. Será apenas isso?
É certo que se logrou afugentar criminosos de áreas a serem pacificadas.
No corre-corre e arrastar de chinelos, a poeira levantada parece ter encoberto algumas obviedades.
Que eventuais criminosos iriam para outras regiões, a mais evidente delas. Outra, mais sutil, é que ali se consolidava uma nova forma de serviço policial.
Em outras palavras, as UPPs se somaram ao policiamento "do asfalto" e ao "tiro-porrada-e-bomba". Três modalidades para públicos representados pelo Estado enquanto distintos, do ponto de vista dos direitos civis. É neste contexto que se desenvolvem os mercados ilegais.
A transformação da cidade numa commodity introduziu mudanças nestes mercados sensíveis. Idealizado como um bem para a indústria internacional do entretenimento, o Rio passou a ser representado enquanto constituído de territórios de consumo delimitados, organizados e protegidos.
A "pacificação" é sua "embalagem". Em seu interior, porém, o que está vivo se move.
Os interesses dos patrocinadores colidiram com os dos serviços ilícitos. Foi preciso redefinir a territorialidade deste mercado. Portanto, afirmar que as mudanças resultam da migração de criminosos é dizer pouco.
No embalo da pacificação, incrementou-se o exercício de práticas repressivas em outras regiões e pouco se viu de políticas sociais, de uma forma mais geral. Falava-se em dirigir às favelas pacificadas um tratamento cidadão.
No entanto, é mais fácil destruir que construir. A vida segue, e com ela o mercado de ilegalismos. Este reabre cotidianamente, como as feiras livres. O que muda, como convém, é sua localização e, vez por outra, os comerciantes.
LENIN PIRES é antropólogo e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense)

O fim da dúvida


http://racismoambiental.net.br/2012/09/o-fim-da-duvida/

Por , 21/09/2012 09:29


Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Com informações de:
EXCLUSIF. Oui, les OGM sont des poisons ! – Le Novel Observateur, 19/09/2012.
Referência do artigo:
“Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize”. Food and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012.
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http://aspta.org.br/2012/09/o-fim-da-duvida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-fim-da-duvida
Enviada por Lúcia de Oliveira Fernandes para a lista Justiça Ambiental.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Presente de grego


http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/presente-de-grego


No aniversário de São Luís, construção de nova estrada ameaça o patrimônio histórico e arqueológico da cidade





Bairro do Vinhais Velho pode ter patrimônio histórico danificado por obras irregularesSão Luís completa 400 anos no dia 8 de setembro e vai receber do governo do Maranhão um presente orçado em nada menos que R$100 milhões: a chamada Via Expressa, primeira avenida de grande porte da capital, com cerca de nove quilômetros de extensão. A previsão é que dois quilômetros já estejam prontos este mês. A festança, no entanto, gera polêmica. A obra não foi aprovada pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-MA) e acabou embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),pois foi iniciada em 2011sem nenhum estudo arqueológico, como a lei exige. Mesmo assim, os tratores continuaram a trabalhar, revirando o bairro do Vinhais Velho, onde há vestígios de ocupação anterior à fundação da cidade.



O caso começou a ser investigado pela Procuradoria da República no Maranhão em agosto de 2011. Segundo o procurador Alexandre Soares, em abril deste ano foi estabelecido um acordo indicando as medidas necessárias de salvamento e proteção do material arqueológico. “A equipe de arqueólogos contratada pelo estado apresentou um relatório afirmando que realmente houve dano ao patrimônio durante as obras, mas que agora as medidas estão sendo cumpridas. As obras na região do Vinhais Velho deverão ficar paralisadas até que o Iphan apresente um relatório confirmando essas informações, e que nós realizemos uma audiência com todos os envolvidos, incluindo moradores”, afirma o procurador.

Os moradores estão envolvidos a fundo nessa história e já conseguiram algumas vitórias. De acordo com Leopoldo Vaz, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, o traçado da Via Expressa passaria a poucos metros da Igreja de São João Batista, que é tombada, e desalojaria mais de trinta famílias no Vinhais Velho. Protestos dos moradores fizeram o número de casas desapropriadas diminuir para oito e a via se afastar 100 metros da igreja. “Solicitamos a criação de um museu para guardar as peças arqueológicas encontradas aqui e estamos negociando a compensação dos moradores, porque as desapropriações ficaram muito aquém dos valores dos imóveis”, diz Vaz.

Mesmo com as mudanças, a estrada vai cortar a vila ao meio, e a Igreja de São João Batista poderá ser prejudicada. “Certamente haverá prejuízos, mas isso independe da nossa vontade. Já mandamos um documento para a Secretaria de Infraestrutura, responsável pelas obras, dizendo que esse patrimônio é tombado e deve ser respeitado”, conta Andrea Costa, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Maranhão. Procurada pela RHBN, a Secretaria de Infraestrutura do estado (Sinfra) não se manifestou sobre as denúncias.

A igreja tombada tem relação direta com os primórdios do Vinhais Velho. Ali, em outubro de 1612, os índios tupinambás ergueram uma capela, benzida pelos padres capuchinhos da missão francesa que colonizava o Maranhão. É este evento que marca a fundação do bairro. A capela, que desabou várias vezes, foi sempre reerguida no mesmo lugar.

De acordo com a historiadora Antonia da Silva Mota, da Universidade Federal do Maranhão, os franceses cederam o território do Maranhão aos portugueses em 1615. No local onde hoje está Vinhais Velho foi então organizada a primeira missão jesuítica no norte da Colônia. “Em 1757, o local ganhou o nome de Vila dos Vinhais. Acreditamos que durante o século XIX se consolidou o processo de expulsão das populações indígenas. Poucos descendentes resistiram. Entre eles, a família Ribeiro, que tem cerca de 50 membros no Vinhais Velho”, diz Antonia. Segundo ela, há duas cartas no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, enviadas pelo índio Manoel Ribeiro, da Vila de Vinhais, em 1782 e 1790. Ele seria ancestral da família de mesmo sobrenome que vive hoje no bairro. “Além dos traços físicos inegáveis, os mais velhos da família Ribeiro contam que seus avós e bisavós estão enterrados no cemitério da comunidade, fundado pelos jesuítas”.

Outros moradores, como Carlos Jacinto Penha, mudaram-se para o Vinhais Velho há cerca de 30 anos, quando o bairro passou a ser menos isolado. O comerciante é dono de uma das 35 residências que o governo havia decidido desapropriar. Depois das negociações, ele se livrou de parte do problema, mas o quintal da casa ainda está no trajeto da via expressa. “Soubemos disso tudo em setembro de 2011. Os engenheiros da Sinfra diziam que, como é uma obra pública, não teríamos como evitar o despejo. Um dos moradores tentou explicar para uma engenheira a importância das casas, mas ela respondeu que o governo não avalia valor sentimental”, lembra Carlos Jacinto.

Pelo visto, tampouco avalia valor arqueológico. Segundo Kátia Bogéa,superintendente do Iphan no Maranhão, foi preciso entrar na Justiça para ter acesso ao licenciamento ambiental da obra. “Nós pedimos, mas eles não mandaram o licenciamento e iniciaram as obras mesmo assim. Quando finalmente recebemos o material, não tinha uma palavra sequer sobre o patrimônio cultural, que inclui o patrimônio arqueológico. Depois de nos pronunciarmos no Ministério Público Federal, ficou definido que o trecho do Vinhais Velho em diante só poderia passar por obras depois do estudo arqueológico. Ainda assim, as máquinas entraram no bairro”, denuncia Kátia.

Arqueólogos só foram contratados em fevereiro deste ano, depois de nova intervenção do Iphan. A equipe, chefiada por Cínthia Moreira, encontrou mais de 80 peças. “Muito material já estava revirado. Se as obras não tivessem sido iniciadas, teríamos encontrado o sítio com as peças ainda no subsolo. Só conseguimos fazer isso nos quintais das casas, onde havia peças de até 20 centímetros”, conta Cínthia. Em um mês de trabalho, a equipe encontrou artefatos de cerâmica tupinambá e faianças. Ainda não foi feito um estudo para confirmar a datação, mas algumas peças podem ser anteriores à ocupação francesa.

Morre Carlos Nelson Coutinho, cientista político e professor da UFRJ


http://www.cartacapital.com.br/sociedade/morre-carlos-nelson-coutinho-cientista-politico-e-professor-da-ufrj/


Morreu na manhã desta quinta-feira 20, no Rio de Janeiro, o cientista político Carlos Nelson Coutinho. Ele tinha 70 anos e sofria de câncer. A informação foi publicada no site da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde Coutinho ministrava aulas de Teoria Política.
O professor era um dos maiores especialistas no pensamento do filósofo húngaro György Lukács e de Antonio Gramsci
Livre-docente da UFRJ, ele é reconhecido internacionalmente como um dos maiores especialistas no pensamento do filósofo húngaro György Lukács e do italiano Antonio Gramsci. É autor da elogiada tradução para o português de O capital, de Karl Marx. Entre seus livros publicados, estão Gramsci, um estudo sobre seu pensamento político e A democracia como valor universal. Seu último livro, De Rousseau a Gramsci, foi publicado em 2011 pela Boitempo Editorial.
Baiano de Itabuna, formou-se em filosofia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e se dedicou à crítica cultural nos anos 1960 e 1970. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, mais tarde, do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
O corpo de Carlos Nelson Coutinho é velado nesta quinta-feira no átrio do Palácio Universitário, no Campus da UFRJ na Praia Vermelha. Será cremado na manhã da sexta-feira 21 no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.
No sábado 22 a Boitempo prestará homenagem ao professor no encerramento do III Curso Livre Marx-Engels, do qual era grande entusiasta. O evento será realizado no Sindicato dos Bancários de São Paulo, localizado na Rua São Bento, 413, às 16h30.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O livro "O Partido da Terra", de Alceu Luís Castilho


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-livro-o-partido-da-terra-de-alceu-luis-castilho

Por zanuja castelo branco
Do Terra Arrasada
Cai a máscara tucana
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O jornalista Alceu Luís Castilho foi meticuloso: passou nada mais, nada menos do que três anos pesquisando, comparando, analisando e computando em torno de 13 mil declarações de renda entregues ao TSE por milhares de políticos eleitos, espalhados por todo o Brasil. Clicando aqui você poderá comprar este livro. Lendo, poderá descobrir o que descobriu também o professor Juremir Machado, colunista do Correio do Povo/RS: que o PSDB é o partido com mais latifundiários no Brasil.
Tem mais coronel no PSDB do que no DEM, do que no PP, do que em qualquer partido que assuma, sem meias-palavras, trabalhar em prol dos ruralistas.
Pois é… essa gente que critica a base governista na atuação do código florestal e que bota lenha na fogueira pseudo-ambiental da construção de Belo Monte é, além de latifundiária, dona de terras em municípios onde o Brasil quebra recordes sucessivos de desmatamento de florestas nativas por queimada.
Mas a hipocrisia não tem limites. O Tribunal de Contas da União acaba de divulgar a lista de políticos ficha-suja que concorrem sob júdice nesta eleição de 2012; a relação está aqui. E ganha um doce quem adivinhar qual o partido com mais políticos inelegíveis, ou o partido cujos gestores tiveram mais contas reprovadas pela União em todo território nacional.
Acertou quem disse o PSDB. O PSDB que aciona a imprensa podre para pregar moralidade e o fim da corrupção quando se trata de deter o avanço social promovido por Lula e Dilma. E o fazem com um discurso falso, oco, cínico e hipócrita. A prova é que entre os 317 barrados pelo TCU, simplesmente 56 deles (quase 18%) são do PSDB de FHC e Serra.
Sim, do FHC e Serra porque, entre os 56 tucanos apontados como inelegíveis, 53 concorrem a uma cadeira por São Paulo. E não é de se espantar que seu maior expoente no estado seja acusado de articular o que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. batizou de Privataria Tucana em seu livro.

Agora você já sabe que o partido que mais faz coro aos descontentes quando se refere à preservação do meio-ambiente e ao código florestal também é o partido que mais tem latifundiários no Brasil e que, onde eles possuem seus hectares, as florestas batem recordes de desmatamentos por queimadas.
Agora você já sabe que aquela turminha do “Cansei” e do nariz de palhaço só encontra coragem para protestar em frente a uma câmera da Globo, com sua meia-dúzia de elitistas, insuflada pelo partido que tem gestores mais impróprios, prefeitos de cidades onde o dinheiro mais sumiu e, enfim, pelo partido que mais tem fichas sujas no Brasil.
Só falta saber quem são os homens mais ricos do Brasil. Será que, por coincidência, são aqueles que ironizam o PT desde o governo Lula com suas piadinhas sobre “bolsa-banqueiro” e “bolsa-esmola”? Será?…
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Fonte: O Estado de S.Paulo

QUAL INSTITUTO DE PESQUISA SAIRÁ MAIS DESMORALIZADO DESTAS ELEIÇÕES EM SÃO LUÍS?


http://www.ecosdaslutas.blogspot.com.br/2012/09/qual-instituto-de-pesquisa-saira-mais.html




Nova enquete no Ecos:

Na sua opinião, qual o instituto de pesquisa sairá mais desmoralizado destas eleições em São Luís?

Vote numa das cinco opções: Constat, DataM, Escutec, Econométrica ou Perfil.

Tiramos o Ibope da votação porque aí seria covardia com os institutos maranhenses, embora estejam seguindo o mesmo caminho.

O Ibope foi quem, em 2006, apontou a vitória de Roseana Sarney ao governo do Estado com 72% dos votos, no primeiro turno. Teve segundo turno, e o vencedor foi Jackson Lago.

O mesmo instituto estimou, em 1998 e em 2002, míseros 4% dos votos para Haroldo Saboia, que disputava o Senado. Nas urnas, ele obteve 33% dos votos!

Foi também o mesmo que apontou Bira do Pindaré, em 2006, com menos de 5% dos votos. O petista teve 500 mil votos.

Pesquisa não é voto apurado. Atenção a essa série de manipulações feitas pelos candidatos da velha política.

A enquete serve para lembrar o Ministério Público Eleitoral que é papel dele fiscalizar essas pesquisas. Até ações judiciais há, mas dormem na gaveta do juiz José de Jesus Guanaré...

No Maranhão, uma decisão judicial lembra como é difícil ser pobre


http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/09/15/no-maranhao-uma-decisao-judicial-lembra-como-e-dificil-ser-pobre/


Um trabalhador havia conseguido, em primeira instância, uma decisão na Justiça do Trabalho para que o fazendeiro e juiz Marcelo Testa Baldochi lhe pagasse R$ 7 mil, como indenização por danos morais. Ele havia sido resgatado por um grupo de fiscalização do governo federal de condições análogas às de escravo no interior do Maranhão em 2007. O caso Baldochi ficou famoso e rodou o país por razões óbvias, afinal de contas não é todo dia que se vê um juiz envolvido em uma situação assim.
A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão votou contra a indenização e o acórdão saiu no último dia 13 de setembro (processo número 0143200-45.2009.5.16.0013).
Sem entrar no mérito das confusões que os desembargadores fizeram sobre o que é trabalho escravo contemporâneo – o que fica evidente para quem lê o acórdão – gostaria de destacar um tema específico que vai além do crime em questão. Ou seja, a visão que alguns de nossos magistrados do Trabalho têm do que sejam direitos dos trabalhadores.
Segue um trecho retirado da decisão do Tribunal (em itálico):
“Em relação às condições de moradia, ditas aviltantes, sem banheiro e tratamento de água e esgoto adequadas, mister que façamos algumas reflexões. Vejamos. É patente que a maior parte da população mundial, mormente dos países periféricos, como é o caso do Brasil, vivencia uma realidade social de privação, seja como morador das periferias nas grandes cidades, seja como habitante da zona rural.
Não raro, tomamos conhecimento de que, em pleno século XXI, grandes cidades brasileiras não dispõem de condições ideais de saneamento básico, tais como tratamento de água e esgoto, realidade essa que não muito diferente da que se espera encontrar em locais que estão incrustados no meio do mato, distantes mais de 32 km do povoado mais próximo.
Sem irmos longe, faço o seguinte questionamento: quantos de nós confiamos no tratamento de água recebido pelas empresas de abastecimento, que servem nossas residências e nossos locais de trabalho? Se formos pensar sob esse prisma, todos nós estamos submetidos a situações degradantes e passíveis de reparação por dano moral.
Todo trabalho desenvolvido, seja como operário da construção civil, seja como catador de lixo, seja como gari, seja como trabalhador rural, lidando com o cultivo da terra, na agricultura ou mesmo na pecuária, cada trabalhador cumpre um papel relevante para o desenvolvimento econômico da sociedade, se submetendo às condições próprias do exercício da função desempenhada, de acordo com a realidade e o contexto em que se desenvolve.
Não se pode querer aplicar à realidade de um trabalhador rural, do nordeste brasileiro, um ambiente de trabalho diverso do que fora apresentado na situação em análise. É surreal pretender aplicar ao local, onde são realizadas as frentes de trabalho rural, estrutura e ambiente de trabalho próprios dos grandes centros urbanos, que atendem às necessidades das atividades ali desenvolvidas.
Contudo, cabe anotar que, não pretendo fazer apologia das condições retratadas nos presentes autos, nem tampouco entendo que tais condições sejam as ideais. Apenas busco uma reflexão acerca das diferenças existentes entre as condições ditas ideais e aquelas que verificamos na realidade, no nosso dia-a-dia, ou que, pelo menos, faz parte do cotidiano daqueles que vivem e trabalham na zona rural.
A prova maior de que as condições usufruídas pelo trabalhador nas dependências da reclamada não são diferentes ou alheias ao seu cotidiano, é o fato de que o mesmo não vislumbrou qualquer óbice em retornar ao mesmo local, para exercício da mesma atividade e sob as mesmas condições, em menos de 2 meses após seu regresso à cidade de origem.
Atribuir à reclamada a obrigação de indenizar o reclamante pelas condições retratadas, seria o mesmo que admitir que todos nós seríamos obrigados a indenizar uns aos outros, pelas situações que são próprias, inerentes ao contexto social, cultural e econômico em que vivemos.”
Grosso modo, é o seguinte: a vida do cabra era uma titica antes de ir pra fazenda. Lá, as condições não eram ideais. Depois, quando foi embora, acabou por voltar para a mesma situação. Portanto, que culpa o fazendeiro tem?
Seria piada, se não fosse um tapa do Estado na cara de uma pessoa que já tinha sido despida de seus direitos e de sua dignidade.
Eu posso viver dentro do pântano, comendo estrume e bebendo xixi de cabra. Na hora em que passo a trabalhar para alguém, alojado em sua propriedade, ele tem a obrigação de garantir condições dignas para mim. E mesmo que um trabalhador concorde com condições precárias ou indignas, mesmo que peça para trabalhar apenas por comida, o empregador não pode sujeitá-lo a elas. De acordo com tratados e convenções internacionais do qual o Brasil é signatário, o consentimento sobre a própria exploração é irrelevante. A dignidade do indivíduo é um bem que deve ser tutelado pela coletividade e pelo Estado.
Ninguém ignora que o trabalho no campo e na cidade possuem suas peculiaridades, mas a lei garante que o primeiro e o segundo contam com os mesmos direitos. Perante a Constituição, não existe cidadãos de primeira e segunda classes. A prática, é claro, tem sido diferente por casos como esse.
E se há propriedades rurais que conseguem operar dentro da lei, oferecendo água potável e banheiros aos seus empregados, mesmo com frentes de trabalho distantes da sede da fazenda, por que outras não? Pois fica inviável economicamente? Que raios de empreendimentos são esses que só existem por conta da superexploração de trabalhadores?
Senti uma certa vergonha por conta da comparação descabida com as “empresas de abastecimento”. Afinal de contas, estamos falando de pessoas que estavam sob condições precárias de acesso à água. Se formos pensar sob esse prisma, não precisamos de Justiça do Trabalho. Mas os desembargadores são livres para expressarem sua opinião da maneira que quiserem. E nós de torcer por uma revisão da decisão em uma instância superior.
Por fim, quem define as “condições próprias do exercício da função desempenhada”, citadas na decisão? Porque elas não são dadas pelo Sobrenatural, não surgem de geração espontânea, mas têm sido impostas de cima para baixo, de patrões para empregados ao longo de décadas, batizadas com os nomes esdrúxulos de “tradição”, “cultura” e “hábito”. Perguntem aos trabalhadores se eles concordam com isso. Que tipo tacanha de contrato entre capital e trabalho é esse?
“Sempre foi assim” porque alguém quis que fosse. Alguém economicamente e politicamente mais forte e que contou – e, pelo visto, continua contando – com interpretações favoráveis da lei por parte de setores do Estado.
Observação incluída em 17/09: A decisão da Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão (TRT-16) não foi unânime, mas sim por maioria. O desembargador Luiz Cosmo, relator da matéria, foi voto vencido. Ele havia reconhecido tanto a ocorrência de trabalho análogo ao de escravo quanto a existência do dano moral pleiteado.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Com divisão na bancada ruralista, governo tenta votar Código Florestal

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/09/com-divisao-na-bancada-ruralista-governo-tenta-votar-codigo-florestal.html



Com divisão na bancada ruralista, governo tenta votar Código Florestal

Parcela dos ruralistas admite votar texto aprovado na comissão especial.
DEM e PSDB anunciaram que vão obstruir votações; MP está na pauta.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
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Com divisão de opiniões na bancada ruralista, o governo anunciou que tentará votar nesta terça-feira (18) a medida provisória do Código Florestal. O presidente da Câmara, Marco Maia, informou que colocará a MP em votação.
Parte dos deputados da bancada ruralista, entre os quais o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Homero Pereira (PSD-MT), quer votar o texto aprovado na comissão especial, mesmo sem garantias de que a presidente Dilma Rousseff não vetará trechos que, segundo ele, prejudicam os agricultores. Outra parcela, liderada pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), anunciou obstrução, assim como PSDB e DEM.
"Somos solidários com nossos membros da comissão especial que foram avisados de que haveria um entendimento em torno da matéria. Essa quebra rotineira de acordos por parte do governo põe em cheque as votações", afirmou o líder do PSDB, Bruno Araújo.
Para Marco Maia, o fato de parte da bancada ruralista ter decidido votar a medida provisória abre caminho para a aprovação da matéria na Câmara. O presidente da Câmara destacou que Dilma não fechou as portas para novas negociações quando o texto for apreciado pelo Senado.
“Estamos migrando o perfil da disputa. Passa a ser uma disputa da oposição com o governo, não mais uma disputa com a oposição e os ruralistas”, disse Marco Maia.
“Há um sinal da bancada ruralista no sentido de votar. Essa posição é óbvio que permite o alinhamento da base com a votação da medida provisória”, afirmou o presidente da Câmara.
O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que não há acordo de mérito quanto ao texto da medida provisória. Segundo ele, o importante é votar a matéria, independentemente da redação, porque “qualquer resultado é melhor do que nenhum resultado.”
“Houve aprovação na comissão mista e há quem defenda aquele texto. Nós vamos defender a medida provisória quanto ao mérito. O que estamos querendo é que seja votada a matéria”, disse.
O texto da comissão especialO texto aprovado pela comissão especial beneficia os médios produtores ao prever que, nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais com cursos de água de até 10 metros de largura, a recomposição de mata ciliar será de 15 metros.
O percentual de recomposição estabelecido é chamado pelos parlamentares de “escadinha”, já que quanto maior a propriedade, maior o reflorestamento exigido.
O texto original era mais rígido e determinava que propriedades de 4 a 10 módulos teriam que recompor 20 metros.
A comissão aprovou também alterações propostas pelo relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que ampliam a proteção de rios.
O texto acordado determina cinco metros de área de preservação permanente (APP) para rios temporários de até dois metros. Não necessitam de APP apenas os cursos d’água efêmeros. O governo já antecipou que é contra as propostas.
A tramitação do Código FlorestalO novo Código Florestal foi aprovado pela Câmara em maio de 2011. Em dezembro do mesmo ano, chegou ao Senado. Com isso, teve que voltar para a Câmara, que alterou novamente a matéria e enviou para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Insatisfeita com o projeto aprovado pela Câmara, a presidente vetou 12 artigos e editou uma medida provisória com um novo texto. A MP foi analisada por uma comissão mista no Congresso.
Dentro da comissão, a MP foi modificada, o que não agradou ao governo. O texto aprovado na comissão precisa ser votado no plenário da Câmara e depois no do Senado. Se houver modificação no Senado, volta para a Câmara mais uma vez. Se isso não acontecer até 8 de outubro, a MP perderá a validade.

Igor Lago divulga Carta de Apoio a Haroldo Saboia

http://ecosdaslutas.blogspot.com.br/2012/09/igor-lago-divulga-carta-de-apoio.html



"São Luís

Nos seus 400 anos, São Luís, outrora Upaon-Açu – terra dos Tupinambás, vive os enormes desafios de uma grande cidade brasileira. Mas, com um agravante: a sua conhecida e trágica desigualdade social, exacerbada em relação às outras grandes cidades.

Em sua história política recente, as administrações Jackson Lago foram um marco de realizações em todas as áreas, seja na saúde, na educação, na infraestrutura, na cultura, etc. Sempre voltadas para combater essa mazela de nosso estado e país.

A sua liderança política na capital maranhense, posta à prova em várias eleições, não tem outra justificativa. Não tinha poder econômico, televisão, rádios ou jornais. Enfrentando o império de comunicação construído ao longo dos já quase 50 anos de domínio oligárquico - o conhecido Sistema Mirante e seus apêndices, o qual batizou de “Sistema Mentira”, devido ao tipo de jornalismo empreendido que, muitas das vezes, nas disputas políticas e eleitorais, esquece as regras e o papel de uma concessão num sistema democrático para privilegiar os objetivos políticos e eleitorais de seus patrões-proprietários, Jackson Lago impôs, em São Luís, várias derrotas eleitorais aos poderosos de nossa terra, exceto a última eleição de 2010, quando a sua imagem foi desgastada pelos ataques ao seu governo, algumas das vezes com a colaboração de alguns de seus próprios membros auxiliares, assim como pela exploração da segurança jurídica de sua candidatura, feita tanto pelos sarneyístas como pelas oposições lideradas pelos senhores Zé Reinaldo e seu então candidato Flávio Dino.

Estas eleições de 2012 serão as primeiras após o seu falecimento. Percebe-se o vazio que deixou em todos nós, goste-se de mais ou de menos. Quando reorganizamos o PDT de forma democrática e sob o seu legado, pretendíamos homenageá-lo com um grande debate a respeito de São Luís, bem como encontrar as melhores posições pelo estado afora.  

Infelizmente, o nosso partido também foi alvo da vilania, de interesses pessoais e partidários outros, que os atuais dirigentes (nomeados pelos dois chefes nacionais que andam sumidos nesses tempos de campanha eleitoral!) são apenas serviçais com o único objetivo de locupletar-se.

O Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago – movimento idealizado dentro de nosso partido para se contrapor aos atuais chefetes-, discutiu a tese da candidatura própria e lançou o nome do ministro Edson Vidigal que, num ato de  solidariedade à luta partidária, aceitou esse desafio de se contrapor ao que estava estabelecido ao nosso partido, isto é, não cumprir com a própria resolução nacional e coligar-se à candidatura do deputado federal Edivaldo Holanda que, compensatoriamente, licenciou-se por 4 meses para o seu amigo e tão afamado suplente.

Após todas as tentativas, não obtivemos êxito. Decidiu-se, então,  que o Comitê não apoiaria nenhum nome nesse primeiro turno, porém, com a liberação de que cada um tomasse a sua decisão pessoal. Não participei dessa última reunião por compromissos profissionais. Mas senti-me à vontade de expressar, desde o início, a minha posição contra a candidatura Holanda, por representar tudo o que combatemos no nosso partido. 

Representa a “velha política” feita por “novos atores”, nada mais! Essa candidatura, a rigor, é fruto de um grande conchavo que se iniciou há quase 2 anos, com a participação dos senhores Carlos Lupi e seu menino de ouro, Julião Amin, Edivaldo Holanda, o pai, e Flávio Dino. Este, inclusive, revelou o conchavo em declaração recente à imprensa. Não compactuo com essa política pequena, mesquinha, baixa, de interesses, de interferir sorrateiramente nos partidos, de atropelar o processo democrático... Longe disto!

Há 20 dias das eleições, expresso o que já venho fazendo há mais de um mês aos amigos, companheiros e outros interlocutores: No dia 07 de outubro, votarei no candidato Haroldo Saboia (PSOL) para prefeito de São Luís.

Conheço Haroldo Saboia desde os meus 9 anos de idade, quando candidatou-se e elegeu-se deputado estadual pelo MDB em 1978.

Conheço a sua participação na luta contra a implantação da ALCOA na ilha de São Luís; na luta pela Anistia; a sua solidariedade aos estudantes na Greve de 79; na luta pela redemocratização do país; pelas Diretas Já, etc.

Sei de suas boas atuações como deputado estadual por 2 mandatos, deputado federal  por  3 mandatos e vereador de São Luís por 1 mandato, incluindo o privilégio de ter sido Constituinte.

Reconheço, também, o seu importante papel na aliança política que elegeu Jackson Lago prefeito de São Luís em 1988.

Portanto, opto por votar num candidato a prefeito que tem identidade e história com as lutas populares e democráticas de nossa cidade. E não é difícil reconhecer que tem as melhores propostas!

Isto, ninguém pode tirar do Haroldo Saboia, 50!


São Luís, 17 de setembro de 2012.

Igor Lago"

sábado, 15 de setembro de 2012

Adeus a Tony Castro

MPF admite que livro editado por Malafaia incita ódio aos gays


http://www.paulopes.com.br/2012/09/mp-admite-que-livro-editado-por-malafaia-eh-homofobico.html

A Estratégia, do reverendo Louis P. Sheldon
Central Gospel informa
que livro está esgotado
A Procuradoria dos Direitos do Cidadão, do MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo), abriu inquérito civil público para apurar a denúncia segundo a qual o livro “A Estratégia – O plano dos homossexuais para transformar a sociedade” difunde ódio contra os gays.

O livro foi escrito pelo reverendo americano Louis P. Sheldon e, no Brasil, é editado pela editora do pastor Silas Malafaia, a Central Gospel.

Parecer do procurador Sergio Gardenghi Suiama acatou pedido da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) para a abertura do inquérito, porque trata-se de uma obra que “perpetra uma inegável incitação ao ódio, ao preconceito e à discriminação contra os homossexuais”.

A ABGLT disse que “The Agenda” (o nome do livro em inglês) é uma cartilha adotada nos Estados Unidos por igrejas evangélicas fundamentalistas que combatem a homossexualidade como se fosse coisa do diabo.

Na documentação que enviou ao Ministério Público, a associação transcreveu alguns trechos do livro, como este: “O problema não é simplesmente o tipo de sexo preferido pelos homossexuais, mas o estilo de vida que abraçam. Doenças, infecções, vícios em drogas e álcool, e ferimentos são comuns”.

Suiama concordou que o livro atinge os “direitos fundamentais à honra e à dignidade” de todos os gays. “As ofensas contidas no livro não estão voltadas a esta ou àquela pessoa, mas a toda a coletividade de homossexuais masculinos e femininos”, disse.

A Central Gospel ainda não se manifestou sobre a decisão do MPF-SP. Contudo, o pastor Malafaia negou em outra oportunidade que a sua editora tenha livro que promova ódio e preconceito.

O site da editora informa que “A Estratégia" encontra-se esgotado. Com 288 páginas, ele estava sendo vendido a R$ 32,21. Uma resenha informa que o livro trata da família que está sendo implodida não só pelo divórcio, mas também pela “estratégia gay, que visa erradicar a estrutura moral da sociedade e promover relações promíscuas”.

A decisão do MPF é polêmica porque poderá ser interpretada como uma tentativa de impor a censura a um livro, contra a Constituição, que garante a liberdade de expressão.

Com informação Spresso SP e do site da Central Gospel.


Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/09/mp-admite-que-livro-editado-por-malafaia-eh-homofobico.html#ixzz26YYHjowD
Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

Bombando no Face



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Marcos Valério e o Mensalão: Delúbio dormia no Alvorada (4)


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/15/marcos-valerio-o-mensalao-delubio-dormia-no-alvorada-4-465509.asp

Revelações de Marcos Valério à VEJA:
"O DELÚBIO DORMIA NO ALVORADA" - "Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio do Alvorada, que não raro servia de pernioite para o ex-tesoureiro petista. "O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar alguém, você encontra, e sem registro". O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula.


A primeira conversa foi dentro de um carro, em Belo Horizonte, a caminho do Aeroporto de Pampulha. Nessa ocasião, conta, Delúbio lhe pediu ajuda. "Ele precisava de uma empresa para servir de espelho para pegar um dinheiro". A parceria deu certo e desaguou no mensalão. Hoje, os dois estão no banco dos réus. Valério se sente injustiçado. Especialmente na parte da acusação que diz respeito ao desvio de recursos públicos do Banco do Brasil. Ele jura que esse dinheiro não caiu no caixa da corrupção. "No processo tem todas as notas fiscais que comprovam que esse dinheiro foi gasto com publicidade. Não estou falando que não mereço um tapa na orelha. Não é isso. Concordo em ser condenado por aquilo que eu fiz".

Limites da esquerda na questão ambiental


http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20892

Em debate realizado no Simpósio Internacional da Esquerda, na Universidade de São Paulo, palestrantes apontaram limitações atuais da esquerda na questão ambiental: indeterminação do conceito de desenvolvimento sustentável, a cosmologia dos povos indígenas, a urgência de uma nova esquerda, que diferente da esquerda tradicional, altamente produtivista, se encarregue de questionamentos mais amplos, como o que envolve o meio ambiente foram alguns dos principais temas abordados no debate.

São Paulo - A mesa "Esquerda e o Meio Ambiente", realizada no último dia do Simpósio Internacional da Esquerda, na Universidade de São Paulo, teve a participação de Maurício Waldman, Francisco del Moral Hernández, Ana Paula Salviatti e Gilson Dantas. De pontos de vista distintos os palestrantes apontaram as limitações impostas pelo capitalismo ao meio ambiente. A indeterminação do conceito de desenvolvimento sustentável, a cosmologia dos povos indígenas, a urgência de uma nova esquerda, que diferente da esquerda tradicional, altamente produtivista, se encarregue de questionamentos mais amplos, como o que envolve o meio ambiente foram alguns dos principais temas abordados no debate.

Francisco Hernández, engenheiro elétrico e ambiental, professor e assessor, que atuou no painel de especialistas no caso da usina hidroelétrica de Belo Monte, expôs a influência dos livros marxistas que abordam a temática, como Marxismo e Ecologia do professor Jonh Bellamy Foster e compartilhou a experiência vivida junto dos grupos e movimentos organizados em torno da causa ambiental no norte do país, afetados pelo progresso destrutivo imposto pela lógica de mercado.

Maurício Waldman, pós doc pela Unicamp, apresentou sua bibliografia e atividade na área de preservação ambiental desde os anos 70. Waldman apontou as continuidades e rupturas ocorridas ao longo dos anos no Brasil e no mundo em ações pró-ambientais, assim como a limitação das condições ambientais encontradas ao longo do globo.

Ana Paula Salviatti, mestranda em história econômica pela Universidade de São Paulo, buscou traçar um paralelo entre as condições de existência dos trabalhadores e dos meios de produção no âmbito de um capitalismo financeirzado, através dos mecanismos financeiros desenvolvidos no Protocolo de Kyoto, a participação de créditos de carbono junto de ativos de petróleo em fundos de hedge altamente especulados.

Gilson Dantas, médico de formação, doutor em sociologia pela UNB e editor da revista Contra Corrente analisou as estratégias e objetivos dos movimentos Occuppy Wall Street e do movimento ecológico grego que compõe a coligação de esquerda Siriza. Em entrevista feita com representantes do movimento norte-americano, Dantas, abordou a heterogeneidade dos integrantes e as condições embrionárias positivas de um movimento contestatório de forte repercussão, não só no país como no mundo todo.

Quanto às manifestações ocorridas na Praça Syntagma, em Atenas, Dantas expôs os acordos que o movimento ambiental grego esteve disposto a fazer junto da coligação Syriza colocando mais pontos de proximidade do que de ruptura com modelos europeus de governo.

Detento é assassinado com mais de 30 chuçadas no CDP de Pedrinhas


http://www.jornalpequeno.com.br/2012/9/14/detento-e-assassinado-com-mais-de-30-chucadas-no-cdp-de-pedrinhas-218344.htm


14 de setembro de 2012 às 10:10
VALQUÍRIA FERREIRA

Marcos Vinícius Rodrigues do Nascimento, o “Marquinhos Capeta”, de 23 anos, foi encontrado morto, na manhã de ontem (13), no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Pedrinhas. O corpo da vítima apresentava cerca de 30 perfurações na região do tórax e estava enrolado em um lençol, amarrado com cordas.
Agentes penitenciários encontraram o corpo no corredor da Ala Delta, próximo à cela 3, local onde Marcos Vinícius estava preso com outros 13 detentos. A causa da morte ainda é desconhecida. De acordo com as primeiras informações, Marquinhos Capeta teria sido morto por ferimentos ocasionados por chuçadas.
Foto: Arquivo
Marquinhos Capeta era acusado por vários crimes na área da Cidade Operária
Em nota, a Secretaria da Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) informou que o detento estava na unidade há cinco dias e tinha sido transferido do Centro de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas (CCPJ/Pedrinhas) e que não foi identificado o autor do crime. O superintendente de Execuções Penais da Sejap, Fredson Maciel, disse que todos os procedimentos foram efetuados imediatamente após a descoberta do crime. “Tomamos todas as medidas necessárias, a perícia foi chamada e o delegado do 12º Distrito Policial vai ajudar nas investigações”.
O crime está sendo apurado pela Sejap e pela delegada Rosa Quaresma, do 12º Distrito Policial (DP), no Maracanã. Marcos Vinícius residia na Rua Macaúba, s/n, na Maiobinha, município de São José de Ribamar.
De acordo com informações divulgadas pelo Jornal Pequeno, a vítima foi presa pela última vez, no dia 3 de maio, deste ano, pela Polícia Militar, na Rua da Macaúba, na Vila Carol, área da Maiobinha. Com ele, foi encontrado drogas, uma pistola ponto 40, com 27 munições intactas, e um carregador e uma moto CB 300, cor amarela, placa NXI 9621.
Ele foi autuado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma e munição, pelo delegado Dicival Gonçalves, da Delegacia Especial da Cidade Operária (Decop). Na ocasião, o comandante do Policiamento Metropolitano de São Luís, coronel Jéferson Teles, disse que Marquinhos Capeta era acusado de ter sido autor de pelo menos seis assassinatos, sendo um deles, um duplo homicídio ocorrido na Cohab, vitimando dois homens que estavam numa motocicleta, Davi Sousa Pereira e Marcos Albino Santos Teixeira. Ele ainda era apontado de traficar drogas e realizar assaltos a residências, a bancos e de realizar roubos conhecidos como “saidinha bancária”.

Agente penitenciário é morto dentro de um bar na Vila Janaina


http://www.jornalpequeno.com.br/2012/9/14/agente-penitenciario-e-morto-dentro-de-um-bar-na-vila-janaina-218342.htm


14 de setembro de 2012 às 10:06
O agente penitenciário Valter Sidney Salgado de Sá, de 54 anos, foi assassinado com três tiros, ontem à noite, dentro de um bar, na Vila Janaína. De acordo com informações do delegado Valber Braga, que estava de plantão na Delegacia da Cidade Operária, o crime ocorreu por volta das 20h30, dentro do Bar do Ney, localizado na Avenida Isabel Cafeteira, na Vila Janaína.
Valter Sidney, que morava nas proximidades do local do crime, na Rua Cristino de Oliveira, nº 32, Vila Janaína, foi alvejado com um tiro na cabeça e dois no abdômen, disparados por uma pistola ponto 40.
Testemunhas disseram à polícia que o assassino, acompanhado de uma outra pessoa, fugiu do local do crime em um Pálio ou Celta, de cor prata.

MP destoa da polícia e revela nomes dos denunciados no 'Caso Décio'


http://www.jornalpequeno.com.br/2012/9/12/mp-destoa-da-policia-e-revela-nomes-dos-denunciados-no-caso-decio-218112.htm


12 de setembro de 2012 às 10:29
POR OSWALDO VIVIANI

Diferentemente da equipe de delegados que produziu o inquérito sobre o assassinato do jornalista Décio Sá – ocorrido em abril passado –, o promotor Luís Carlos Corrêa Duarte, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, divulgou, na segunda-feira (10), os nomes de todos os denunciados – num total de 12 – por envolvimento no caso.
Ao entregar o inquérito à Justiça, em 17 de agosto, a polícia informou à imprensa que estava indiciando 13 pessoas, mas revelou os nomes de apenas 9.
Foram omitidas as identidades de dois investigadores da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) – Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, já afastados –, do advogado Ronaldo Ribeiro (ligado a Gláucio Alencar Pontes Carvalho e seu pai José de Alencar Miranda Carvalho, acusados de serem os mandantes do crime) e de um personagem que só agora, com a divulgação da lista do Ministério Público, veio à tona: Marcos Bruno de Oliveira Amaral.
Gláucio Alencar, José Miranda e Ronaldo Ribeiro, três dos denunciados pelo Ministério Público
A omissão do nome de Amaral – que está foragido –poderia ter sido uma maneira de a polícia evitar a admissão de um erro nas investigações: ele foi, segundo a polícia, o verdadeiro “piloto de fuga” de Jonathan de Sousa Silva, o assassino confesso de Décio Sá, e não o foragido Elker Farias Veloso, o “Diego”, apontado pelo matador como o motoqueiro que o ajudou a evadir-se do local do crime, na Avenida Litorânea. Elker Veloso, no entanto, também foi indiciado pela polícia e denunciado pelo MP, pois teria dado apoio logístico a Jhonathan.
“Durante as investigações, o Elker figurou como ‘piloto de fuga’ do executor. Mas, ao fim do inquérito, concluímos que essa função foi desempenhada, na verdade, por Marcos Amaral. Elker, por sua vez, deu apoio logístico ao matador, principalmente na chácara de Miritiua, em São José de Ribamar”, disse o delegado Guilherme de Sousa Filho, que faz parte da comissão que está à frente do caso.
A lista de denunciados do Ministério Público também não traz o nome de Airton Martins Monroe –, que a polícia sempre incluiu entre os presos por envolvimento no “caso Décio Sá”. Nunca a SSP informou sobre sua atual situação.
Airton teria sido preso no Terminal do São Cristóvão, em junho passado, na operação “Detonando”, confundido com um homem cujo apelido é “Neguinho” – também foragido –, um paraense que supostamente apresentou o pistoleiro Jhonathan aos mandantes do assassinato do jornalista.
“Neguinho” foi indiciado pela polícia apenas com o apelido como qualificação, mas o Ministério Público rejeitou fazer denúncia contra ele. “O MP não pode denunciar alguém sem sua qualificação completa. Se isso fosse feito, a denúncia correria o risco de não ser aceita pela Justiça”, afirmou o promotor Luís Carlos Corrêa Duarte.
O MP agora encaminhará os nomes dos 12 denunciados à Justiça, que acatará ou não. Veja a lista:
CASO DÉCIO SÁ: OS DENUNCIADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
1. Jhonathan de Sousa Silva, de 24 anos. Foi o autor confesso dos seis disparos – cinco deles, fatais – que mataram o jornalista Décio Sá, no fim da noite de 23 de abril passado. Ele é natural da cidade de Xinguara, no Pará. O criminoso foi preso no dia 5 de junho, numa chácara localizada no Miritiua (São José de Ribamar), por tráfico de drogas. Com ele, os agentes da Seic encontraram 10 kg de crack e armas de uso restrito da polícia. Jhonathan foi transferido, no mês passado, para um presídio federal em Campo Grande (MS).
2. Gláucio Alencar Pontes Carvalho, 34. É filho de José de Alencar Miranda Carvalho. Ele e o pai – suspeitos de agiotagem – são empresários do ramo de merenda escolar e forneciam para prefeituras do Maranhão, do Pará e do Piauí. Preso em 13 de junho, na operação “Detonando” da Polícia Civil, foi indiciado como um dos mandantes do assassinato de Décio Sá, que em seu blog publicava informações que estariam prejudicando seus negócios.
3. José de Alencar Miranda Carvalho, o ‘Miranda’, 72. Também preso na operação “Detonando”. Miranda e o filho Gláucio teriam encomendado a morte do jornalista por R$ 100 mil.
4. José Raimundo Sales Chaves Júnior, o ‘Júnior Bolinha’, 38. É empresário do ramo de automóveis e representante comercial de bebidas no município de Santa Inês. Segundo a polícia, Júnior Bolinha fez o papel de intermediador entre o assassino, Jhonathan de Sousa, e os supostos mandantes do crime, Gláucio e Miranda. Preso na operação “Detonando”’.
5. Fábio Aurélio Saraiva Silva, o ‘Fábio Capita’. Era subcomandante do Batalhão de Choque da PM-MA. Para a polícia, foi ele quem forneceu a Júnior Bolinha – de quem é amigo de infância – a pistola ponto 40 usada para executar Décio Sá. Preso na operação “Detonando”’.
6. Fábio Aurélio do Lago e Silva, o ‘Buchecha’, 32. Trabalhava para Júnior Bolinha. Teria ajudado na operacionalização do assassinato de Décio Sá. Preso na “Detonando”.
7. Alcides Nunes da Silva. Investigador da Seic. Daria suporte informal aos suspeitos de agiotagem Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, acusados de mandar matar o jornalista. Não foi preso.
8. Joel Durans Medeiros. Investigador da Seic. Daria suporte informal aos suspeitos de agiotagem Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, acusados de mandar matar o jornalista. Não foi preso.
9. Ronaldo Ribeiro. Advogado ligado a Gláucio Alencar e seu pai José de Alencar Miranda, acusados de serem os mandantes do crime. Apontado como “braço jurídico” do grupo de agiotas liderado por Gláucio e o pai. Não foi preso.
10. Elker Farias Veloso, o ‘Diego, 26. Apontado por Jhonathan Silva como seu “piloto de fuga”, mas a polícia diz que essa função foi realizada por Marcos Bruno de Oliveira Amaral. Elker – que está foragido – foi indiciado e denunciado por dar apoio logístico a Jhonatan Silva.
11. Shirliano Graciano de Oliveira, o ‘Balão’, 27. Teria ajudado na operacionalização do assassinato de Décio Sá. Foragido.
12. Marcos Bruno de Oliveira Amaral. Foi, segundo a polícia, o verdadeiro “piloto de fuga” de Jonathan de Sousa Silva, o assassino confesso de Décio Sá. Foragido.
Obs.(1): Homem conhecido como ‘Neguinho’. Foi indiciado pela polícia, mas o MP não aceitou fazer denúncia contra ele, por falta de qualificação completa. Paraense, teria apresentado o executor do crime, Jhonathan Silva, ao suposto intermediador, Júnior Bolinha, e aos acusados de serem os mandantes – Glaucio e Miranda. Está foragido.
Obs.(2): Airton Martins Monroe. Preso no Terminal do São Cristóvão, em junho passado, na operação “Detonando”. Teria sido confundido com “Neguinho”. A SSP nunca se pronunciou sobre sua atual situação.