terça-feira, 6 de março de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Zé Reinaldo vai roer a corda?
Ouve-se muito barulho sobre um possível rompimento entre Zé Reinaldo (sem partido) e Flávio Dino (PCdoB). Recebida a notícia com euforia pelos adversários do governo, são muitas as avaliações de cenário contando com esse afastamento de Tavares do grupo que dá sustentação ao governo.
Como seria de esperar, a causa do conflito reside na composição da chapa majoritária. Reinaldo quer uma das vagas para o Senado. Flávio Dino está as voltas para contemporizar com outros pretendentes, cada um com sua estratégia de pressão.
Reinaldo vive sobre um mito que foi construído ao redor de sim: o de infalível estrategista de campanhas. Flávio Dino tenta atravessar a conjuntura com um olho no Maranhão e outro no cenário nacional. O governador não abre de um perfil ideológico de esquerda, alinhado com o petismo.
Já se tem como favas contadas a escolha de Verweerton Rocha (PDT) para a primeira vaga do Senado, resultado de uma aproximação cuidadosa, que respeitou as afinidades de um campo político traçado nacionalmente, embora o perfil ruralista afugente a base progressista.
Reinaldo foi inconsequente. Viu de perto Flávio Dino assumir posturas arriscadas em defesa de Dilma Roussef, criticando o impeachment, a nível nacional. Viu Waldir Maranhão ser praticamente fritado em nome da fidelidade ao campo político. Em vez disso, assumiu de cabeça o apoio ao governo Temer, votando alinhado com ele em todas as votações onde o PCdoB era crítico.
E mesmo assim, invocando a gratidão política por ter eleito Flávio Dino deputado federal, em 2006, Reinaldo acreditou que, mesmo fazendo o que desse na telha, seria o preferido. Será que Zé Reinaldo entende tanto assim de política?
Como seria de esperar, a causa do conflito reside na composição da chapa majoritária. Reinaldo quer uma das vagas para o Senado. Flávio Dino está as voltas para contemporizar com outros pretendentes, cada um com sua estratégia de pressão.
Reinaldo vive sobre um mito que foi construído ao redor de sim: o de infalível estrategista de campanhas. Flávio Dino tenta atravessar a conjuntura com um olho no Maranhão e outro no cenário nacional. O governador não abre de um perfil ideológico de esquerda, alinhado com o petismo.
Já se tem como favas contadas a escolha de Verweerton Rocha (PDT) para a primeira vaga do Senado, resultado de uma aproximação cuidadosa, que respeitou as afinidades de um campo político traçado nacionalmente, embora o perfil ruralista afugente a base progressista.
Reinaldo foi inconsequente. Viu de perto Flávio Dino assumir posturas arriscadas em defesa de Dilma Roussef, criticando o impeachment, a nível nacional. Viu Waldir Maranhão ser praticamente fritado em nome da fidelidade ao campo político. Em vez disso, assumiu de cabeça o apoio ao governo Temer, votando alinhado com ele em todas as votações onde o PCdoB era crítico.
E mesmo assim, invocando a gratidão política por ter eleito Flávio Dino deputado federal, em 2006, Reinaldo acreditou que, mesmo fazendo o que desse na telha, seria o preferido. Será que Zé Reinaldo entende tanto assim de política?
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Presídios e facções novamente

O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com cerca de 726.712 detentos, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Nos últimos dez anos, este número mais do que dobrou.
O problema é que o encarceramento fortaleceu a estruturação das facções criminosas no Brasil. O aumento vertiginoso do número de presos no país, no período de 1990 até os dias atuais, não diminuiu a violência e não trouxe mais segurança para as pessoas.
Nos últimos 15 anos o problema migrou do Estados do Rio de Janeiro e São Paulo para todo o território nacional.
O Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho - as duas maiores facções brasileiras - estão presentes em quase todos os Estados. Ao lados delas, pululam facções regionais, arregimentando sobretudo a juventude pobre da periferia.
O número de presos provisórios apenas mostra a ponta do iceberg, denunciando a grande desarticulação do sistema de justiça com a gestão dos presídios.
As chacinas cada vez mais frequentes apenas mobilizam ações pontuais no bojo de um pacto federativo sobre segurança pública cada vez mais ineficiente e preocupado em dar respostas superficiais e eminentemente políticas. A bola da vez agora é o Estado do Ceará.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Pedrinhas - até quando?
O desembargador Froz Sobrinho, coordenador geral da Unidade de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (UMF/TJMA), apresentou aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão o relatório bienal de atividades institucionais do biênio 2016/2017, com todos os dados dos 15 programas desenvolvidos pelo órgão no Estado.
Dados apresentados no relatório apontam um crescimento significativo de prisões no Estado do Maranhão. O ano de 2016 iniciou com 7.979 presos em unidades prisionais e delegacias. Em 2017, esse número saltou para 13.401, registrando-se um crescimento de 1.000 presos por ano, apesar dos mutirões, uso de tornozeleiras eletrônicas e audiências de custódia.
Os dados coligidos pela SMDH junto à triagem de Pedrinhas apontam a média de 15 entradas por dia, no sistema prisional maranhense. Significa algo em torno de 5.400 presos ao ano. Os atuais mecanismos de contenção (a audiência de custódia, por exemplo) reduzem a conta para os atuais mil presos novos.
A Triagem de Pedrinhas é a porta de entrada. A capacidade ali é de 8 presos por cela antiga e de 12 presos para celas novas. Em cada cela a média é de 20 presos, sem colchões, com roupas esfarrapadas no corpo, sem remédios, muitos dormindo ao chão, portando doenças de pele, viroses de todos os tipos...
A pergunta que se faz: Esse sistema resistiria quanto tempo sem audiência de custódia?
O CANDIDATO A SENADOR DO GOVERNARDOR
No ano que vem haverá eleição de dois senadores, mas isso não quer dizer que a escolha será simplificada para o Governador Flávio Dino.
Dentro de seu grupo político despontam vários candidatos, os mais proeminentes, Eliziane Gama (PPS), Weverton Rocha (PDT), Waldir Maranhão (AVANTE) e Zé Reinaldo (PSB).
Há poucos dias, Flávio Dino anunciou - em evento do PDT - o apoio ao deputado federal, Weverton Rocha, como sua primeira opção.
Eliziane Gama, que foi preterida para prefeita municipal, agora força o alinhamento e exige apoio na segunda vaga.
Waldir Maranhão já anda desfilando com Lula, faz reuniões com a juventude do PT e nem se acanha mais com os escândalos do passado.
Zé Reinaldo é titular da dívida mais antiga. Foi ele o grande articulador da primeira vitória eleitoral de Flávio Dino, logo após renunciar à magistratura. Graças aos seus convênios que Dino sagrou-se deputado federal a partir de forte apoiamento em municípios do interior.
Weverton foi sabido. Alinhou-se desde cedo contra o golpe e colou no campo político do governador. Waldir Maranhão fez o mesmo. Os dois estão com problemas na justiça e estão próximos de duas estranhas bancadas: a ruralista e a evangélica.
Eliziane e Reinaldo alinharam-se a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Reinaldo colou na base de Michel Temer, incompatibilizando-se com militância ideológica que apoia o governador, estando de malas arrumadas em direção ao DEM.
A disputa será renhida nesse campo, mas há quem diga que Dino só elegerá um Senador.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
SOBRE O ANUÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017, o Estado do Maranhão continua no subgrupo de Estados de "qualidade intermediária de informações".
Apesar de parciais - concentrados especialmente na região metropolitana - os dados confirmam o aumento de vários tipos penais, tais como:
a) homicídios dolosos;
b) mortes decorrentes de intervenção policial;
c) roubos e furtos de veículos;
d) roubo de carga;
e) roubo;
f) posse e uso de entorpecentes;
g) porte ilegal de arma de fogo;
Em São Luís houve diminuição dos homicídios dolosos na ordem de -15,4%. Também houve diminuição das lesões corporais seguidas de morte, na casa de -63,9%, e crime de latrocínio (-52,5%). Tais índices repercutiram na taxa de CVLI, que caiu para -20,5%.
Outras capitais também conseguiram reduzir taxas de CVLI, como:
1ºªFortaleza (-39,4%)
2ª Vitória (-30,6%)
3ª João Pessoa (-26,5%)
4º São Luís (-20,5%)
5ª Goiânia (-19,6%)
6ªManaus (-16,6%)
7ª São Paulo (-15,6%)
8ª Cuiabá (-14,9%)
9ªMaceió (-10,8%)
10ª Palmas (-9,4%)
11ª Belo Horizonte (-7,8%)
12ª Brasília (-6,7%)
13ª Salvador (3,6%)
A redução das taxas de CLVI em São Luís deve ser interpretada à luz da consolidação dos tribunais do crime nas periferias da capital. Ao mesmo tempo, de um forte deslocamento da dinâmica dos crimes para outros municípios da região metropolitana, para além do cerco territorial das facções.
Ao contrário de outras capitais que conseguiram reduzir seus índices de CVLI, não se observa uma programa de segurança pública consistente no Maranhão, diferente do histórico policiamento de confrontos. Sabe-se que esse modelo é incapaz de reduzir a violência, por si só.
Curiosamente em São Luís houve aumento dos estupros, numa variação de 8,4% e roubo e furto de veículo (3,7%).
Também cresceram os índices de tráfico de entorpecentes e de posse e uso de entorpecentes, dentro da lógica do narcotráfico implementado pelas facções, exatamente numa conjuntura em que a maioria das capitais conseguem reduzir seus índices.
Os dados do anuário não demonstram municípios, concentrando a amostragem apenas das capitais, de modo que não é possível uma avaliação da conjuntura da interiorização da violência, a não ser pelo cruzamento de outras fontes.
O site da SSP do Maranhão ainda não reflete as estatísticas do interior do Estado, como pode se constatar abaixo:
https://www.ssp.ma.gov.br/estatisticas/interior-em-manutencao/
Apesar de parciais - concentrados especialmente na região metropolitana - os dados confirmam o aumento de vários tipos penais, tais como:
a) homicídios dolosos;
b) mortes decorrentes de intervenção policial;
c) roubos e furtos de veículos;
d) roubo de carga;
e) roubo;
f) posse e uso de entorpecentes;
g) porte ilegal de arma de fogo;
Em São Luís houve diminuição dos homicídios dolosos na ordem de -15,4%. Também houve diminuição das lesões corporais seguidas de morte, na casa de -63,9%, e crime de latrocínio (-52,5%). Tais índices repercutiram na taxa de CVLI, que caiu para -20,5%.
Outras capitais também conseguiram reduzir taxas de CVLI, como:
1ºªFortaleza (-39,4%)
2ª Vitória (-30,6%)
3ª João Pessoa (-26,5%)
4º São Luís (-20,5%)
5ª Goiânia (-19,6%)
6ªManaus (-16,6%)
7ª São Paulo (-15,6%)
8ª Cuiabá (-14,9%)
9ªMaceió (-10,8%)
10ª Palmas (-9,4%)
11ª Belo Horizonte (-7,8%)
12ª Brasília (-6,7%)
13ª Salvador (3,6%)
A redução das taxas de CLVI em São Luís deve ser interpretada à luz da consolidação dos tribunais do crime nas periferias da capital. Ao mesmo tempo, de um forte deslocamento da dinâmica dos crimes para outros municípios da região metropolitana, para além do cerco territorial das facções.
Ao contrário de outras capitais que conseguiram reduzir seus índices de CVLI, não se observa uma programa de segurança pública consistente no Maranhão, diferente do histórico policiamento de confrontos. Sabe-se que esse modelo é incapaz de reduzir a violência, por si só.
Curiosamente em São Luís houve aumento dos estupros, numa variação de 8,4% e roubo e furto de veículo (3,7%).
Também cresceram os índices de tráfico de entorpecentes e de posse e uso de entorpecentes, dentro da lógica do narcotráfico implementado pelas facções, exatamente numa conjuntura em que a maioria das capitais conseguem reduzir seus índices.
Os dados do anuário não demonstram municípios, concentrando a amostragem apenas das capitais, de modo que não é possível uma avaliação da conjuntura da interiorização da violência, a não ser pelo cruzamento de outras fontes.
O site da SSP do Maranhão ainda não reflete as estatísticas do interior do Estado, como pode se constatar abaixo:
https://www.ssp.ma.gov.br/estatisticas/interior-em-manutencao/
terça-feira, 31 de outubro de 2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
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