sábado, 5 de maio de 2012

Cabeças a prêmio


http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,cabecas-a-premio,869113,0.htm

O crime por encomenda ganha nova roupagem, mas a intolerância e a impunidade continuam lá

05 de maio de 2012 | 16h 03

Mônica Manir, de O Estado de S. Paulo
Diz que foi por R$ 50 mil que sete perderam a vida em Doverlândia. O planejado – suspeita-se – era matar um só, Lázaro de Oliveira Costa, proprietário de terra e ex-presidente do Sindicato Rural da cidade goiana. Mas a degola sobrou para seu filho Leopoldo, para um vaqueiro e para dois casais que estavam na fazenda errada e na hora errada, nesse crime de pistolagem que aterrorizou o noticiário desde sábado retrasado, 28 de abril.
Aparecido Souza Alves, acusado de participar da chacina de sete pessoas em Doverlândia, é algemado - Sebastiano Nogueira/O Popular
Sebastiano Nogueira/O Popular
Aparecido Souza Alves, acusado de participar da chacina de sete pessoas em Doverlândia, é algemado
Até agora apenas um assumiu o assassinato: Aparecido Souza Alves, moço de 22 anos, pego em flagrante no dia seguinte com um celular e uma carabina que pertenciam a Lázaro, mais roupas e um par de tênis tingidos de sangue. Aparecido dedou Alcides do Supermercado, futuro sogro de Leopoldo, como mandante da chacina e apontou um sobrinho do fazendeiro e um pistoleiro como seus comparsas. Alcides e o sobrinho foram presos, mas negam qualquer centavo de participação.
Se o assassinato tem mandante, mandado, vítima e dinheiro envolvidos, eis um crime de pistolagem, diz César Barreira. Estudioso dos crimes por encomenda, nome inclusive de um livro seu, ele explica que um é sinônimo do outro, mas que ambos estão tomando forma difusa nos últimos tempos. “A pistolagem era típica de disputas por terra e voto, porém hoje também serve para resolver conflitos com vizinhos ou para cobrar pequenas dívidas.”
O pistoleiro mudou de perfil – “qualquer pirangueiro pode ser um” –, o cavalo foi trocado pela moto, o meio rural foi engolido pelo urbano e surgiu até um corretor na história. No entanto, a impunidade, a intolerância e a banalização da vida continuam presentes nesse tipo de crime que vigora no Brasil desde o século 19 e que César Barreira, sociólogo cearense, professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da mesma universidade, reconstitui a seguir.
Quão comum é o crime de pistolagem no Brasil?
Mais que falar da frequência com que acontece, acho importante definir crime de pistolagem. Do ponto de vista sociológico, o crime de pistolagem tem personagens bem definidos: um deles é o mandante ou autor intelectual; o outro é o pistoleiro ou autor material do crime. A vítima também não é qualquer vítima. Ela sempre faz parte de alguma disputa. Esse crime tem, então, esses três vértices.
Crime de pistolagem é o mesmo que crime por encomenda?
São a mesma coisa. Todo crime de pistolagem é fruto de um acordo entre uma pessoa que paga a ação e outro que a executa.
Temos visto mais de um mandante e mais de um pistoleiro. A pistolagem está mudando de feição?
Sim, sua natureza mudou bastante ao longo do tempo. No Brasil, esse crime ocorria com certa frequência até o final do século 19, e no início do século passado também era mais ou menos importante. Mas ele volta com força na década de 80, quando começam a ser conhecidos casos de crimes por encomenda ligados à liderança no campo. Dois deles se tornaram nacional e internacionalmente famosos, e são paradigmáticos para definir esse tipo de assassinato: o do Chico Mendes, líder no Acre, morto em 1988, e o da camponesa Margarida Alves, da Paraíba, baleada em 1983. Margarida comandava todo um trabalho nos sindicatos no interior do Estado, principalmente na região de Guarabira. Lutava pelo direito dos trabalhadores rurais. Ficou muito conhecida e foi muito perseguida pelos proprietários de terra. Um deles contratou um pistoleiro para matá-la.
Nessa época políticos também eram muito visados, não?
Sim, teve um caso conhecido no Estado de Alagoas em que uma pessoa que ficou em primeiro lugar na suplência mandou matar um deputado para que pudesse assumir o cargo. Isso ainda acontece, mas o fato é que na década de 80 o crime por encomenda se vinculou basicamente a duas grandes questões: a terra e o voto. As pessoas foram percebendo claramente quem eram os mandantes. E os pistoleiros ganharam fama, de certa forma se valorizaram, para executar esses crimes.
Como assim?
Eles foram sendo conhecidos, conquistaram terreno com suas habilidades pessoais. Um pistoleiro mais bem preparado era contratado para executar crimes que exigiam mais habilidades. O cálculo para se pagar um pistoleiro era racional e se baseava muito no cacife da vítima. Um bispo, por exemplo, era bastante valorizado na cotação.
Os preços pagos são em geral altos ou, dependendo do caso, o assassino aceita fazer o serviço por um valor simbólico?
Nas décadas de 80 e 90, os preços eram altos, correspondiam a um, dois ou mais salários mínimos. A comparação com os dias de hoje fica um pouco difícil não só porque houve mudança da moeda, mas porque, no início dos anos 2000, o crime por encomenda se diversificou. Tivemos uma mudança no mandante, no pistoleiro, na vítima e nos motivos. Hoje a pessoa resolve dessa forma um conflito com um vizinho ou pequenas dívidas econômicas com o devedor. Acompanhei o caso de uma pessoa aqui em Fortaleza que fez um conserto no carro e não pagou o dono da oficina. O dono da oficina contratou uma pessoa para matá-lo. O mandante também não é mais apenas o grande proprietário rural nem o político. É como se a característica do crime por encomenda tivesse se tornado difusa.
Por que ficou difusa?
Em primeiro lugar, por causa da banalização da vida. Em segundo porque não é verdade que a cordialidade seja nossa característica. Os conflitos pessoais no Brasil são muitas vezes resolvidos com violência, é a justiça feita com as próprias mãos. As pessoas não acreditam no Poder Judiciário e na segurança pública, aí resolvem o problema dessa forma. Por isso a figura do mandante mudou. Temos pequenos comerciantes, moradores da mesma rua...
O que mudou na figura do pistoleiro?
Eles já não são mais aquelas pessoas lendárias e leais ao mandante. Como se diz na gíria popular, qualquer pirangueiro pode ser pistoleiro. Pirangueiro é a pessoa destituída de valores. Antes, quando eu entrevistava os delegados, eles diziam: “Professor, nós sabemos quem cometeu aquele crime pelas características de como foi cometido”. Hoje não. Tínhamos no século passado o pistoleiro tradicional, ligado diretamente à agricultura, que matava dentro da redondeza de uma propriedade e era protegido pelo dono da terra. Depois vemos surgir o matador free-lancer, que não tem a pistolagem como profissão. Pode ser um trabalhador, é um assassino ocasional. O terceiro tipo é o pistoleiro moderno, que mora na periferia das grandes cidades, nas cidades-dormitórios, normalmente sem contato com o mandante porque existe um intermediário.
Esse intermediário tem nome?
Tem: corretor da morte. É um homem dos seus 50 anos, de classe média ou baixa, normalmente ex-policial, que contrata as pessoas na periferia das cidades ou então em cidades do interior, feiras livres, bares. Às vezes encontramos ex-pistoleiros na função de corretor da morte, mas isso é raro de acontecer. Eles têm vida curta.
Os pistoleiros conseguem se estabelecer em algum lugar ou são nômades?
São nômades, porque geralmente são contratados num Estado para cometer o crime em outro. Por isso acabam constituindo várias famílias. Logo depois do assassinato também precisam ficar um pouco escondidos, e aí entram os mandantes novamente, possibilitando a essa pessoa fazer bicos como caminhoneiro, entregador de mercadoria, até desviar a atenção da polícia e o crime cair no esquecimento.
O estilo de matar mudou em relação ao pistoleiro tradicional?
Sim, mudou bastante. Antes, quase todos os crimes de pistolagem eram cometidos em cima de um cavalo, e os assassinos usavam rifle grande, aquele papo-amarelo. Hoje os assassinos surgem de moto, o capacete funciona como disfarce e a arma usada é um revólver.
O crime em Doverlândia foi com degola. Ele foge do padrão?
Foge. Os pistoleiros com quem conversei diziam preferir que as vítimas tivessem uma boa morte. Para eles, a boa morte é um tiro certeiro, a pessoa não sofreria muito. A degola foge do lugar-comum porque os pistoleiros afirmam ser corajosos, não valentes.
Qual a diferença?
Corajoso é o que tem coragem para matar, valente é o que disputa com peixeira, usa faca, enfrenta o outro de peito aberto. Eles dizem ser a mão armada do mandante porque o mandante não tem coragem de fazer o serviço. Mas não são valentes, porque o valente enfrenta a pessoa. Esse caso de Goiás mistura vários aspectos da pistolagem. Usaram o revólver para intimidar as pessoas e a faca para degolar. A faca o pistoleiro não usa – ou não usava.
Também estupraram uma das vítimas. O estupro é coisa comum na pistolagem?
Não é. Os pistoleiros não costumam ter relação com esse campo da sexualidade. Cometem um crime e saem.
Entre os suspeitos, há dois ex-policiais. Não fica claro ainda se são corretores da morte, mas a presença de policiais envolvidos com o crime da pistolagem é recente?
Não é recente, não. Na década de 80 encontrei muitos. Um disse que era pistoleiro e continuaria nesse crime porque era a única maneira de sobreviver. Sabia que tinha muitos inimigos pelo fato de ter prendido várias pessoas. No Estado de Alagoas, em 1994, teve até uma CPI da Pistolagem, e nessa CPI apareceu claramente o envolvimento de ex-policiais.
O que o senhor apreendeu dessa CPI?
Encontraram três dados que me chamaram a atenção: um é essa característica urbana, outro é a presença forte do corretor da morte e um terceiro é que a pistolagem existe em todo o Brasil. São Paulo mesmo tinha um índice muito elevado no Estado.
Há uma CPI da Pistolagem em ebulição na Assembleia Legislativa do Maranhão, motivada especialmente pelo assassinato do jornalista Décio Sá no dia 23 de abril. Chamou atenção nesse assassinato o fato de o matador aparecer de cara limpa no restaurante onde Décio estava. É sinal de certeza de impunidade?
É, tranquilamente, o que de certa forma perdura em homicídios de todo tipo no Brasil, cujas elucidações não chegam a 10%. Na década de 80, não existia um único mandante preso. O mandante do assassinato do Chico Mendes foi preso, mas logo em seguida solto. No caso da Dorothy (Stang), houve um grande avanço. Não demorou muito para o fazendeiro ser condenado. Ele depois foi solto, mas condenado novamente.
No Maranhão, falou-se do temor da volta do crime de pistolagem ao Estado, como se tivesse desaparecido em algum momento.
Isso não é verdade. Ocorre que a pistolagem é muito cíclica. Sobe e desce como uma onda. Acho que isso vem da classificação que a própria imprensa dá aos crimes. Fiz um estudo mostrando que, a partir de um assassinato rotulado pela imprensa como de pistolagem, vários outros foram classificados assim, embora nem todos o fossem. Por outro lado, pode existir o efeito multiplicador.
O senhor reservou um capitulo inteiro sobre literatura de cordel no seu livro Crimes por Encomenda, mas concluiu que o pistoleiro aparece pouco ali. Por quê?
A figura do pistoleiro existe no cordel. Tem o pistoleiro invisível, o pistoleiro bom, mas não é tão comum que ele seja retratado. Pra mim, é para manter a segurança pessoal do cordelista. Ele termina não falando muito pelo fato de correr perigo. Nos poucos livros de cordel que encontrei com esse tema, a primeira estrofe era algo assim: “Quem me contou essa história foi Joaquim José da Silva Xavier”. O cordelista transfere a responsabilidade para outra pessoa.
Quais são as armadilhas quando se pesquisa um tema como esse?
A grande armadilha é que estou trabalhando com uma situação de risco. Por isso sempre uso nomes fictícios. É uma maneira de proteger o informante e a mim. Outra armadilha é do ponto de vista epistemológico. Os pistoleiros são muito cativantes. Tentam explicar tudo dizendo que têm coragem, são vingadores, não concordam com o sistema político. Lembro-me de um que perguntou qual a diferença que eu via no trabalho dele em relação ao de um segurança do presidente: “Se aproxime do presidente e veja se não vão lhe matar”. Também dizem que se sentem honrados de dar melhores condições econômicas para sua família, ou para suas três famílias. Se não fossem pistoleiros, não teriam condições de fazer isso – embora alguns, nessa pistolagem difusa, matem por R$ 50, R$ 100. O fato é que são o elo fraco da relação. Costumo dizer que o pistoleiro é a ponta do iceberg, o que aparece. Por trás de tudo isso é que está todo o poder.

Nova lei trabalhista promulgada por Hugo Chávez reduz jornada e aumenta aposentadorias na Venezuela


http://analisedeconjuntura.blogspot.com.br/

Hugo Chávez posa com a nova Lei Orgânica do Trabalho; ideia do governo é distribuir melhor a riqueza gerada pela economia.

A Venezuela aprovou nas vésperas do Dia do Trabalho (01/05) uma ampla reforma trabalhista que deverá aumentar o valor das pensões e aposentadorias e reduzir a jornada semanal de trabalho no país. Promulgada pelo presidente Hugo Chávez, a nova Lei Orgânica do Trabalho depende agora apenas da chancela do Supremo Tribunal de Justiça para entrar em vigor.
A reforma foi formulada a partir de mais de 19 mil propostas, em sua grande maioria proveniente de sindicatos e outras organizações de trabalhadores. Entre as principais novidades da nova lei, conhecida como LOT, estão a volta da retroatividade da previdência social, que garantirá os benefícios com base no último salário, o pagamento de indenização dobrada em caso de demissões injustificadas, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da terceirização no ambiente de trabalho.
Além disso, a LOT amplia os direitos de pais e mães a partir do nascimento de seus filhos. Caso aprovada, a lei estabelece a proibição nas demissões de mães e pais durante os dois anos posteriores ao nascimento da criança. Além disso, a licença-maternidade é estendida para seis meses e meio. Com a nova legislação, as empresas também têm de reconhecer os direitos dos casais que adotarem crianças.
Em sua última aparição pública antes de voltar à Cuba para seguir seu tratamento contra um câncer, o presidente Hugo Chávez celebrou a aprovação da nova legislação. É “uma lei para a história, uma lei libertadora, uma lei justa. Agora há que se lutar para que se cumpra”, afirmou o presidente, segundo a agência Reuters.
Segundo Nicolas Maduro, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, assim que o Supremo aprovar a nova lei, ela será publicada no diário oficial e passará a valer para empresas públicas e privadas.
O chanceler venezuelano comparou os novos direitos adquiridos pelos trabalhadores na Venezuela com o cenário de crise nos países ricos. “Nos Estados Unidos, os trabalhadores não têm segurança social, nem hospitais e escolas públicas e estão tomando suas casas (...) Os trabalhadores, as massas que estão despertando nos EUA e na Europa estão lutando por aquilo que, agora, o povo da Venezuela tem”, disse, de acordo com a Telesur.

O “Veta Dilma!” de Camila Pitanga


http://www.mst.org.br/node/13295

5 de maio de 2012


Mestre de cerimônias em um evento no Rio nesta sexta-feira (4), a atriz Camila Pitanga se dirigiu à presidente Dilma Rousseff e disse: "Vou quebrar o protocolo. Veta Dilma!", em referência ao novo Código Florestal aprovado pelo Congresso e que aguarda sanção presidencial.
Em resposta, a presidente riu e Camila foi muito aplaudida enquanto apresentava a cerimônia de concessão do título de doutor honoris causa a Lula por sua contribuição à história política, econômica e social do Brasil.
Abaixo, veja o vídeo.

Democratizar a mídia é garantir direitos


http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/democratizar-midia-e-garantir-direitos.html?spref=tw

Por Joanne Mota, no sítio Vermelho:

“O sonho é uma utopia que não nos deixa parar. Sonho em democratizar a mídia, logo não deixarei de trabalhar até conseguir isso”. Essa foi uma das declarações dadas pela presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom), Luiza Erundina, durante sua fala no seminário “Desafios da Liberdade de Expressão”, que acontece, nesta sexta (4), em São Paulo, no auditório do Sindicato dos Engenheiros.


O evento está sendo acompanhado por cerca de 600 pessoas, sendo que destas 260 estão assistindo pela internet (Ver aqui). Na oportunidade o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) apresenta a proposta de trabalho, para este ano, para organizar a luta pela democratização da mídia.

Roseli Goffman, secretária geral FNDC, mediou a primeira mesa de discussões e destacou que a realização do seminário tem como objetivo preparar os movimentos sociais para ações conjuntas em torno do debate para a construção de um novo marco regulatório.

Ela acrescenta que a ideia é envolver um amplo e diverso número de instituições e de lideranças nacionais para construir coletivamente uma campanha que intensifique a luta pela democratização da comunicação e prepare a sociedade civil para a consulta pública do novo marco regulatório.

Muito emocionada a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) destacou durante sua fala a importância de se pensar em um projeto de lei democrático e de origem popular para o setor de comunicação, e lembrou que a Frentecom aceitou o desafio de pensar esse projeto.

“Reconhecemos nossas vitórias quando conseguimos colocar um metalúrgico e uma mulher na presidência, mas ainda há muito por fazer. É preciso que se tomem iniciativas e se criem mecanismos permanentes, inclusive no âmbito do Parlamento, para denunciar e combater a ditadura da mídia”, explica Erundina.

Ela acrescenta que as reformas são importantes para o país, mas sem democratizar a mídia não teremos êxito. “Hoje, o exercício dessa liberdade são muito desiguais, visto que a mídia está nas mãos de poucos, situação que impõe limites à efetivação da liberdade de expressão do povo brasileiro”, denuncia.

O secretário Nacional para Assuntos de Mídia do PCdoB, Altamiro Borges, compôs a mesa e explicou que mesmo com todos os avanços vividos na última década, a questão da democratização da mídia ainda não é vista pela sociedade sob o prisma da “transversalidade e nem como setor estratégico para o desenvolvimento”.

Segundo ele, a atual conjuntura política tem contribuído para o debate de forma bem positiva e destacou a atuação do governo Dilma no cenário mundial. “Precisamos olhar para a conjuntura e não perder de vista iniciativas que podem contribuir para engrossar o caldo da luta. A experiência do Equador, com seu novo marco regulatório, e da Argentina, com a Ley de Médios, são faróis a serem considerados”.

O secretário do PCdoB lembrou que a mobilização para o marco regulatório deve ser intensa, pois a sociedade organizada precisa estar preparada para ocupar os espaços e construir o documento que será proposto pelo governo. “Queremos liberdade de expressão e precisamos tirar esta bandeira das mãos da direita, que diariamente deturpa os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa”, finaliza.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também participou do debate e falou não observar com bons olhos a atual conjuntura política. Porém, afirmou que as entidades da sociedade civil estão muito mais bem preparadas para enfrentar o debate nestes tempos.

“Como já foi dito, precisamos engrossar o caldo pela democratização da comunicação e reforçar a luta contra os donos do capital. Precisamos invadir o Congresso e demais instâncias sociais e lavar a sujeira que ainda inviabiliza o desenvolvimento do país. Enquanto houver monopólio, seja em qualquer seguimento, não conseguiremos viver uma verdadeira democracia”, externou o deputado.

Também participaram do evento Rosane Bertotti, – Coordenadora Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Secretária Nacional de Comunicação da CUT; o jornalista Rodrigo Vianna, editor do blog Escrevinhador; e Renato Meirelles, Datapopular. 

Relatora da ONU defende confisco de terras com escravos


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/relatora-da-onu-defende-confisco-de-terras-com-escravos?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Por zanuja castelo branco

Relatora da ONU defende confisco de terras flagradas com escravos no Brasil

Do Blog do Sakamoto

A Relatora Especial das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, a armênia Gulnara Shahinian, divulgou nota nesta sexta (4) a favor da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001 que está tramitando no Congresso Nacional. A chamada “PEC do Trabalho Escravo” prevê o confisco de propriedades em que esse crime for encontrado, destinando-as à reforma agrária e ao uso social urbano.

A matéria deve ser colocada em votação na próxima terça (8), de acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia – cinco dias antes do 124o aniversário da Lei Áurea. Gulnara defendeu a aprovação da medida na Câmara dos Deputados, afirmou que o texto é o “mais poderoso instrumento legal de combate à escravidão da história do Brasil”, lembrou da visita que fez ao país em maio de 2010 e defendeu que não existe prosperidade em países em que há escravidão. Ressaltou que o processo está sendo acompanhado “em todo o mundo”. Abaixo a íntegra da mensagem da relatora encaminhada à Repórter Brasil:



.....“Faltam poucos dias para a Câmara dos Deputados do Brasil colocar em votação sua principal lei de combate à escravidão, a Proposta de Emenda Constitucional 438/2001. Trata-se do mais poderoso instrumento legal para o combate à escravidão da história do Brasil. Sua adoção permitirá que pessoas de todos os cantos do país reconquistem sua dignidade, recebam proteção e liberdade deste vergonhoso ato que é a escravidão. Isto permitirá a punição daqueles que retiram das pessoas todos os seus direitos e as colocam em condições de escravidão, e permitirá a expropriação das terras em que tal trabalho forçado foi utilizado, sem compensação, para que ela seja redistribuída a pessoas sem terra, que vivem em condições análogas às de escravos. Milhões de pessoas em todo o mundo e no Brasil estão acompanhando com atenção este processo, com a esperança e a crença de que o Brasil, que já adotou fortes políticas anti-escravidão, demonstre que a proteção dos direitos humanos e a segurança de sua gente são a primeira e mais alta preocupação para o Estado.

O Brasil é um dos [países] líderes da economia mundial, mas crescimento econômico real somente pode ser alcançado se aqueles que constroem estes benefícios são protegidos da exploração, do trabalho forçado e da escravidão; somente quando pessoas livres e dignificadas podem participar totalmente do desenvolvimento alcançado. Nenhum país pode prosperar quando há escravidão.

Em maio de 2010, quando eu visitei o Brasil em missão oficial, encontrei diversas pessoas na sociedade civil, no governo e na Câmara dos Deputados aguardando com grande esperança a aprovação da PEC 438/01. Fiquei muito entusiasmada de levar junto com deputados federais, líderes da sociedade civil e ativistas anti-escravidão, o documento com assinaturas de pessoas de todos os cantos do país. Isso foi extremamente inspirador. Dois anos passaram desde minha visita, sigo acompanhando com atenção os eventos no Brasil e hoje tenho muita esperança que o Congresso Nacional, com deputados que representam os interesses de gente de todo o Brasil, votará maciçamente pelos interesses dos homens, mulheres e crianças que confiaram a eles seu futuro e liberdade.

Faço um forte apelo para que todos os deputados federais votem pela liberdade de pessoas da escravidão e que, de uma vez por todas, se acabe com esta vergonhosa prática no Brasil com a aprovação da PEC.”

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Marcados para Morrer

Jovem palestina escala tanque e desafia exército israelense, que reage covardemente


http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/05/jovem-palestina-escala-tanque-e-desafia-exercito-israelense-que-reage-covardemente.html

Postado em: 4 mai 2012 às 17:35 | Palestina

Confira no fundo da página as imagens da “escalada” de Rana ao skunk e o ataque que ela sofreu dos soldados israelenses no vídeo feito pelo cineasta e fotógrafo palestino Haitham Al-Khatib, de Bil’in.

palestina israel rana A ativista palestina Rana Hamadeh desafiou o exército israelense no dia 1º. de maio, ao escalar um dos skunks – os caminhões-tanques brancos de Israel que atiram um líquido fétido e tóxico em ativistas – estacionados em frente ao complexo prisional-militar israelense de Ofer, em Ramala, carregando uma bandeira da Palestina.
Rana é uma das participantes das manifestações diárias que os palestinos realizam, na Cisjordânia e em Gaza, em solidariedade aos presos políticos palestinos em greve de fome nas prisões de Israel.
A greve coletiva, iniciada em 17 de abril (declarado Dia do Prisioneiro Palestino em homenagem a Khader Adnan, que ficou 66 dias sem comer, em protesto contra o tratamento dos militares israelenses aos palestinos, e foi libertado nessa data), envolve entre 2 mil e 3,5 mil presos políticos, além daqueles que já se encontravam em greve de fome.
Entre eles, estão Bilal Diab e Thaer Halahleh, que completaram 65 dias sem alimentação em 3 de maio e estão em risco de morte iminente.

Leia mais

Rana foi cercada e abraçada por ativistas – prática utilizada para proteger manifestantes de ataques e prisões – enquanto soldados israelenses atiravam gás pimenta em spray em todos eles, já dominados.
O gás pimenta, além de provocar problemas respiratórios, cega completamente a vítima durante determinado tempo. Largamente utilizado pelas forças militares israelenses, ele vem sendo usado no Brasil desde que o país assinou, em novembro de 2010, um acordo para compra de armas e “tecnologia de segurança” do país sionista.
Veja imagens da “escalada” de Rana ao skunk e o ataque que ela sofreu dos soldados israelenses no vídeo feito pelo cineasta e fotógrafo palestino Haitham Al-Khatib, de Bil’in.

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”


http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-02/militantes-de-esquerda-foram-incinerados-em-usina-de-acucar.html

Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura

Tales Faria, iG Brasília | - Atualizada às
Foto: DivulgaçãoCapa de "Memórias de uma guerra suja", da editora Topbooks
Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.
Leia também: Cláudio Guerra, um matador que se diz em busca de paz
Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
Leia também: "Delegado Fleury foi morto por militares"

A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados
-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

quinta-feira, 3 de maio de 2012

SMDH no STF

Índios Guajajara mortos neste ano, em Barra do Corda

 Francisco Guajajara (09 de março de 2012)

Maria Amélia Guajajara (28 de abril de 2012)

O procedimento agora quase sempre é o mesmo, desde que a motocicleta se popularizou. Duas pessoas praticam o crime de pistolagem. O executor dos disparos é sempre o carona. Assim como fez em relação a Raimundo Cabeça, esperamos que a polícia chegue aos assassinos desses dois outros crimes.

Amanhã, as entidades que participaram da comitiva que foi até a Terra Indígena Canabrava se manifestarão a respeito das tensões e omissões do Estado, no trato da questão indígena.

Suspeito pela morte de Cabeça presos

Enquanto me deslocava para Barra do Corda e Grajaú, por conta do assassinato da líder indígena Maria Guajajara, da Aldeia Coquinho II, a polícia civil prendia os suspeitos da morte do líder camponês, Raimundo Cabeça, de Buriticupu.

As prisões ocorreram na quarta-feira.


Foram presos Manuel da Silva Oliveira, o Manelão; José Perez Martins; José de Sousa Ramos Santos, o Zequinha; Antônio de Souza Santos, o Toinho; e um homem identificado apenas como Zé do 30. Manelão é apontado como executor e os outros como mandantes.

Todos foram presos em suas respectivas casas. Um outro suspeito, conhecido como Filho, conseguiu fugir durante a abordagem. Na operação, foi apreendida uma espingarda calibre 36, em posse do acusado Zequinha.

Manelão já tem passagem na polícia por receptação e invasão de propriedade da União.


As prisões foram efetuadas com base em mandados pedidos pelos delegados Carlos Alessandro Rodrigues e Rubem Sérgio dos Santos.

Nesse clima de ofensiva da pistolagem a polícia civil deu uma demonstração cabal de que é possível  reprimir esse tipo de crime.

Levar o Estado de Direito para aquela região é urgente.

VÍDEO – Mãe de deficiente mental se desespera ao ver o filho sendo morto por policiais militares


http://correiocodoense.wordpress.com/

Mãe da vítima - Mauro Santana, 29 anos deficiente mental morto por policiais que alegam ter agido em legítima defesa...
As imagens são exclusivas do blog e mostram integrantes da família da vítima em estado de desespero. A mãe do deficiente mental, Mauro Santana, 29 anos, Floriza cai em desespero ao acompanhar o filho sendo morto por policiais militares em Codó.
O crime ocorreu na tarde de quarta-feira (25) na rua Fausto de Sousa, no Bairro Codó Novo.
Assista ao vídeo:

Nota sobre a violência no Maranhão


http://smdh.org.br/?p=381

Ainda não nos restabelecemos de notícias de dois assassinatos ocorridos em nosso Estado num espaço de poucos dias e já nos confrontamos com outras barbaridades: a morte de Mauro Mariano Santana, que não era nenhuma liderança camponesa incômoda aos interesses do latifúndio como era Raimundo Alves Borges (Cabeça), nem um jornalista polêmico como Décio Sá. Era um simples carroceiro cortando o capim para seu animal, morto por policiais. Poucas horas depois, é noticiado o assassinato do policial João de Jesus Lobato Santana, vítima de assalto no aterro do Bacanga e logo em seguida nos choca a violenta agressão à líder indígena Maria Amélia Guajajara, que denunciava os crimes que estão ocorrendo na sua região em Barra do Corda.
“Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” Assim está formulado o artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Temos visto este artigo sendo desrespeitado continuamente, mas de forma trágica e bárbara nos últimos dias, meses, anos. Torna-se uma chaga crônica. Como Conselheiros incumbidos com a promoção da defesa e do respeito aos Direitos Humanos, não podemos ficar simplesmente assistindo estes fatos se multiplicando.
Há uma necessidade premente de buscarmos as causas profundas de tal situação: estão na forma como as terras, as riquezas naturais, as oportunidades em nosso Estado estão sendo apropriadas e concentradas, deixando a massa de fora? As desigualdades crescentes formam uma barreira para que uma “paz social” se instaure? É a cultura do “mais forte que leva” a vantagem, a rivalidade, a concorrência, a falta de padrões éticos de respeito ao outro? A falta de uma “cultura”, portanto, de convivência pacífica com o diferente? Isso se aprende em escolas e num sistema educacional preparado e através de meios de comunicação que não promovem a violência e vida briguenta! Ou será que é a impunidade e a passividade de instâncias que devem garantir a justa repressão e reeducação daqueles que violaram os direitos dos outros? Haverá possivelmente outras causas, mas que devem em conjunto ser enfrentadas. E isso implica a cooperação solidária de todas as instâncias que foram instituídas para servir à sociedade.
Por isso, esperamos das autoridades um compromisso com a população e suas necessidades cotidianas em primeiro lugar, aquilo que se costuma chamar de “inclusão social”. São necessárias medidas educativas que alterem o estresse social com valores culturais diferentes daqueles que a mídia nos apresenta. Acabar com a violência implica em políticas que proporcionem a equidade e o respeito à integralidade da vida de todas e todos.
Mas, neste momento, exigimos a apuração minuciosa de todos os crimes com o mesmo rigor e utilizando igual aparato. Que sejam tomadas medidas preventivas para que outros casos violentos não ocorram. Que sejam afastados policiais envolvidos em atos violentos. E que após processos céleres aconteça uma exemplar punição dos que comprovadamente abusaram de sua força e de seu poder.
São Luís, 30 de abril de 2012
Jean Marie Van Damme
Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Maranhão

Um convite do Maranhão à FENAJ


http://smdh.org.br/?p=376

Neste dia 1º. de maio, uma data simbólica, em que são prestadas homenagens a todos os trabalhadores e trabalhadoras do mundo, nós queremos convidar uma comissão da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), para que ela venha ao Maranhão. Informamos, inicialmente, que o grupo do senador José Sarney (PMDB), o atual presidente do Senado Federal, dá claros sinais de que quer desviar o assunto em relação à morte do jornalista Décio Sá, que era funcionário das empresas de sua família.
Afirmamos isto, em cima de dois pontos específicos, que nós queremos abordar francamente e eles nem tanto. O primeiro é sobre quem matou o jornalista? E, principalmente, por que mandaram matar? A opinião pública quer saber quem foram os pistoleiros, os mandantes e, também, as suas reais motivações. E, logicamente, quer que seja feita Justiça!
Quanto ao segundo ponto, nós maranhenses queremos discutir, denunciar e superar, a nossa terrível realidade social e política, que possibilita, frequentemente, vários crimes parecidos como este, por ação de pistoleiros. A diferença é que a repercussão é infinitamente menor e as vítimas são quilombolas, sem terra, índios, sindicalistas rurais, assentados, lavradores e demais pessoas da nossa grande periferia, que vivem bem longe da dita “civilização”. Além destes crimes, existem verdadeiros casos de genocídios, contra índios, quebradeiras de coco e quilombolas.
Assim está a nossa terra! Então, num estado marcado pela violência política, pelos piores indicadores sociais do país, pelo trabalho escravo e pela grilagem de terras, é importante deixar claro que, nos causa extrema repulsa, ouvir a hipocrisia das autoridades locais, falando em “liberdade de imprensa” e de “democracia”. Aqui no Maranhão, um herdeiro da ditadura pós-64, ainda exerce seu poder a partir de fraudes e golpes, com um imenso e brutal monopólio dos meios de comunicação, em estreita aliança com o latifúndio assassino e se beneficiando, contribuindo e garantindo a inaceitável degeneração moral do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Dessa forma, concordamos com as recentes declarações do jornalista Emilio Azevedo (da coordenação do jornal Vias de Fato) dadas a “Rádio Brasil Atual” e reproduzida no site da FENAJ. É verdade que, do ponto de vista político, no Maranhão “prevalece à barbárie”. É também correta a afirmação de que, o recente assassinato do jornalista do Sistema Mirante é um “reflexo do ambiente pouco civilizado da nossa região”.
Porém, diante de uma aparente hesitação da Federação em relação a este assunto e a estas opiniões, nós estamos fazendo este convite público. Venham para o Maranhão! Venham conhecer este pedaço do Brasil profundo! Lugar onde, infelizmente, ainda prevalece, em diversas situações, a lei do quero, posso e mando. Onde muitas atrocidades acontecem, sem a presença adequada do “estado democrático de direito“ e bem longe do acompanhamento de uma mídia verdadeiramente decente. Em alguns casos, quando o Estado se manifesta, é para emitir liminares de despejos, tão rápidas, quanto suspeitas.
Um momento que seria muito oportuno para a presença de uma comissão da FENAJ no Maranhão, seria o próximo dia 10 de maio, quando haverá uma audiência de instrução referente ao processo pelo assassinato do quilombola Flaviano Pinto Neto, executado barbaramente com sete tiros na cabeça, no dia 30 de outubro de 2010, por conta de sua luta pela terra. Mais uma vítima da pistolagem.
Venham! Vindo aqui, verão que não nos envergonha, nem um pouco, que falem das nossas misérias. Nossa indignação é contra aqueles que promovem esta situação lastimável. São eles que se incomodam com a verdade! Eles, os verdadeiros responsáveis por nossos problemas estruturais!
Esperamos também que, em nome de uma verdadeira liberdade de expressão e de um debate realmente democrático, esta nossa manifestação pública seja acolhida, também, nos canais de comunicação ligados a esta Federação.
São Luís, 1º. de maio de 2012
Pastoral da Comunicação do Maranhão
Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA)
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)
Cáritas Brasileira Regional Maranhão
Conselho Indigenista Missionário (CIMI-MA).
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-MA)
Movimentos dos Quilombolas da Baixada Ocidental Maranhense (MOQUIBOM)
Irmãs de Notre Dame de Namur em São Luís (MA).
Comitê Padre Josimo

AVISO DE PAUTA



O EVENTO: Sessão Solene em homenagem aos 40 anos de fundação da Fetaema
QUANDO: 03 de maio, 11h
ONDE: Plenário da Assembléia Legislativa do Maranhão
SUGESTÃO DE ENTREVISTA: Francisco Sales, presidente da Fetaema, Alberto Broch, presidente da Contag , entre outros digentes sindicais e convidados.
Informações extras
Os 40 anos de fundação da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema) será tema de uma Sessão Solene no dia 03 de maio, 11h. A justa homenagem prestada pelo Poder Legislativo do estado, é um reconhecimento, por ser a Fetaema, a maior e mais significativa entidade representativa dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Estado do Maranhão. Atualmente a entidade conta com um quadro social de aproximadamente 600 mil associados (as), representando cerca de 2 milhões e 100 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais maranhenses, entre agricultores familiares, meeiros, posseiros, assalariados e assalariadas rurais.
Exposição Fotográfica
Durante toda quinta – feira (3), quem for a Assembléia legislativa poderá contemplar no rall de entrada, uma exposição fotográfica assinada por Roberto kasau, que em uma linha do tempo, (1972 a 2012), conta a história da Organização Sindical no Maranhão, desde sua fundação em Pleno regime militar até os dias atuais.
Nossa história!

A Fetaema foi fundada em 2 de abril de 1972, com a participação de 08 dos 12 Sindicatos de Trabalhadores Rurais existentes à época, em pleno Regime Militar. Desde o início da sua trajetória, sempre atuou com muita firmeza na defesa dos interesses da categoria dos trabalhadores e trabalhadoras ruais do Maranhão. A Fetaema tem sido uma das entidades da sociedade civil que sempre se colocou na linha de frente das lutas em defesa das transformações sociais. A instituição tem participado de todas as mobilizações em defesa da reforma agrária, dos direitos humanos, preservação e conservação do meio ambiente, política de crédito, previdência social, valorização da juventude do campo e das mulheres trabalhadoras rurais, de combate à violência no campo, dentre outras lutas. Isso tanto no plano nacional - a exemplo do Grito da Terra Brasil e Marcha das Margaridas, quanto no estadual, como o Grito da Terra Maranhão, Dia D Pela Reforma Agrária, Manifestação Contra a Previdência Social, pela Reforma Agrária, dentre outros.

Linha do tempo do Movimento Sindical dos Trabalhadores (as) Rurais do Maranhão

*A partir da década de 50, luta por reforma agrária – conflitos por terra, grilagem;
*Décadas 60, 70 e 80 – O MSTTR enfrenta a ditadura militar, os conflitos no campo aumentam, violência contra os trabalhadores(as) contra o Movimento, luta por assalariamento e direitos da previdência social;
* Décadas 80, 90\2000 – luta por reforma agrária, mas com crédito - PRONAF, período de muitas manifestações, ocupações; a luta também por assistência técnica - ATES, ATER, previdência social, lutas com a participação das mulheres do campo, desenvolvimento sustentável e agricultura familiar;
*Década 2000\10 – acesso a políticas públicas, desenvolvimento sustentável, agricultura familiar, meio ambiente, economia solidária, participação dos jovens e idosos.
Nossa missão

A FETAEMA tem como missão o compromisso com a defesa de interesses imediatos e históricos da categoria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais; a luta por melhores condições de vida e trabalho; e o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira, tendo a perspectiva de uma sociedade sem exploração, onde impere a democracia política, social e econômica.
Frentes de lutas
Para consolidar a sua luta permanente contra o modelo de desenvolvimento excludente, concentrador de rendas e de riquezas, a Fetaema vem mobilizando a classe trabalhadora rural para avançar na consolidação do Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário priorizando as seguintes políticas:
¤ Reforma Agrária ampla e massiva;
¤ Agricultura Familiar forte e valorizada;
¤ Previdência Social com regras de contribuição e de acesso aos benefícios no Regime Geral da Previdência;
¤ Saúde de qualidade para trabalhadores e trabalhadoras do meio rural
¤ Educação do Campo, apropriada à realidade das comunidades rurais;
¤ Melhores condições de vida e de trabalho para Assalariados Rurais, tendo os seus direitos trabalhistas garantidos;
¤ Fortalecimento da luta das mulheres trabalhadoras rurais
¤ Capacitação e a geração de trabalho e renda para a juventude do campo
¤ Segurança e Paz no campo
¤ Vida digna e de qualidade às famílias do campo
FETAEMA - CONSOLIDANDO O PROJETO ALTERNATIVO
DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO FETAEMA
Barack Fernandes- Assessor de Comunicação
barackcfer@hotmail.com
(98) 8804 9805 // (98) 3219 87 00

terça-feira, 1 de maio de 2012

A entrevista de Kakay, advogado de Demóstenes e Perillo


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-entrevista-de-kakay-advogado-de-demostenes-e-perillo

Enviado por luisnassif, ter, 01/05/2012 - 08:00    
Por Homero Pavan Filho 

Por Homero Pavan Filho
Comentário no post "A conduta de Álvaro Dias durante episódio Veja x Dirceu"
Não vi comentários à entrevista do advogado de Demóstenes Torres, o famoso Kakay, ao Kennedy Alencar.
Foi ontem [29] à noite, no É Notícia, da Rede TV.
O advogado defende, numa das partes da entrevista, que os criminosos de colarinho branco não cumpram pena na cadeia, porque elas são desumanas no Brasil. Vale a pena conferir.
[em 4 partes]

videos

Governo prevê flexibilizar CLT para facilitar acordos trabalhistas


http://oglobo.globo.com/economia/governo-preve-flexibilizar-clt-para-facilitar-acordos-trabalhistas-4779237

Projeto de lei permitiria parcelamento das férias de 30 dias em mais de um período

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BRASÍLIA — O governo trabalha para colocar em prática um dos projetos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que nunca saíram do papel por falta de apoio no Congresso. Trata-se de uma flexibilização da CLT que permita às empresas e sindicatos fecharem acordos sobre direitos trabalhistas com regras mais elásticas, como parcelamento das férias de 30 dias, da licença-maternidade e do descanso de uma hora para almoço.
Segundo a minuta de projeto de lei que está em fase final de análise na Casa Civil, o objetivo é o mesmo da proposta encaminhada ao Congresso na gestão FH: fazer com que o negociado possa prevalecer sobre a legislado. A diferença é que o projeto atual fixa parâmetros mais rígidos para que isso ocorra, como a exigência de que os sindicatos tenham habilitação prévia do Ministério do Trabalho e instalem comitês dentro das fábricas, eleitos pelos trabalhadores e que farão a negociação direta.
Trata-se de uma figura nova na legislação trabalhista que o governo quer criar via projeto de lei, o Acordo Coletivo Especial. A nova norma, se aprovada, não revogará a CLT e terá caráter facultativo, mas cria condições para que os sindicatos comecem uma reforma gradual na legislação considerada ultrapassada.
“As relações de trabalho no Brasil estão sujeitas a uma legislação extensa e detalhada, nem sempre adequada à realidade dos trabalhadores e das empresas”, diz a exposição de motivos da proposta.
O projeto foi costurado pelo ministro Gilberto Carvalho (secretário da Presidência da República) e aguarda o aval dos técnicos da Casa Civil ao texto final para ser enviado ao Congresso.
Apoio das centrais sindicais e de líderes políticos
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, a proposta tem o apoio das centrais sindicais e de líderes partidários. A entidade já adota a prática dos comitês de fábrica, mas é impedida de avançar nos acordos pela legislação.
Ele explicou que o projeto vai permitir que sindicatos e empresas possam negociar, por exemplo, a divisão das férias em três períodos, o que hoje é proibido na iniciativa privada. Ou a redução do descanso de uma hora dos trabalhadores para almoço, para 45 minutos, com alguma compensação. E a volta gradual das mães ao trabalho após a licença-maternidade, com um período de meio expediente até completar os seis meses.
Nobre destacou que os comitês não poderão eliminar ou reduzir direitos fundamentais previstos no artigo 7 da Constituição, como férias anuais de 30 dias. Mas terão autonomia para negociar sua aplicação, segundo interesses da categoria e peculiaridades da empresa. Alguns sindicatos já flexibilizam pontos da legislação, mas os acordos podem ser questionados.
Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, o país precisa aproveitar as comemorações do Dia do Trabalho para repensar a legislação trabalhista. Ele destacou o número crescente de ações trabalhistas: em 2011, as 1.384 varas julgaram cerca de dois milhões de processos.


Cientista evangélico que rebate Teoria da Evolução é alvo de protestos na Academia Brasileira de Ciência


http://noticias.gospelmais.com.br/cientista-evangelico-rebate-teoria-evolucao-alvo-protestos-33894.html

Publicado por Tiago Chagas em 1 de maio de 2012 
Cientista evangélico que rebate Teoria da Evolução é alvo de protestos na Academia Brasileira de Ciência Uma entrevista do bioquímico Marcos Eberlin (foto), que é evangélico, ao jornal “O Estado de S. Paulo” causou repercussão na comunidade científica e protestos anônimos de cientistas que manifestaram “preocupação com a tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico”, em carta à Academia Brasileira de Ciência.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelMarcos Eberlin é bioquímico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e declarou que é contra a teoria da evolução, de Charles Darwin: “Não aceito a evolução porque as evidências químicas que tenho falam contra ela. [A teoria da evolução] é uma falácia”. Eberlin tem se destacado na comunidade científica por pesquisas sobre uma técnica para medição de massas e composição de moléculas.
Em suas palestras, Eberlin tem afirmado que cada vez mais a ciência tem descoberto dados que embasam a teoria de que havia uma força superior por trás da criação do universo. O bioquímico acredita na ideia conhecida como “design inteligente”, que afirma que não houve evolução da vida na Terra, e sim criação de Deus.
Os cientistas anônimos que protestaram contra Eberlin entendem que ele mistura fé e ciência quando divulga “conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da ciência”.
Os cientistas Nelio Bizzo (Faculdade de Educação da USP), Mario de Pinna e Maria Landim (Museu de Zoologia da USP), Paulo Sano (Departamento de Botânica da USP) e Acácio Pagan (Departamento de Biociências da Universidade Federal de Sergipe) pretendem criar um núcleo de apoio à pesquisa sobre educação, divulgação e epistemologia da evolução biológica, em parceria com a USP, como forma de combater a propagação da teoria da criação, de acordo com informações do jornalista Paulo Lopes.
Esse grupo de cientistas afirma em sua proposta à USP que estão preocupados com “manifestações de membros da comunidade científica se posicionando publicamente a favor da perspectiva criacionista, distorcendo fatos para questionar a validade científica da evolução biológica”, numa referência a Eberlin.
Marcos Eberlin afirmou em recente entrevista à TV da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que lamenta o fato de os cientistas estarem tentando enterrar Deus, embora os pais da ciência acreditassem em uma força divina, segundo ele.
Confira a íntegra da entrevista concedida à TV da Universidade Presbiteriana Mackenzie:
Parte 1
Parte 2
Fonte: Gospel+

Pela aprovação da PEC contra o trabalho escravo


Caros amigos do Brasil,
Em poucos dias, o Congresso pode votar uma histórica reforma constitucional que pode punir pessoas que mantenham escravos e confiscar terras onde forem encontradas pessoas escravizadas para reforma agrária. É a legislação mais forte que já propuseram para lutar contra o flagelo do trabalho escravo no Brasil.

É inaceitável que, no século 21, o horror da escravidão ainda assombra todos os cantos do país -- à medida que centenas de milhares pessoas são escravizadas atualmente. No mês passado, adultos e crianças foram resgatados de uma fazenda cujo proprietário era um deputado estadual! Eles moravam em pequenas barracas e bebiam da mesma água suja que as vacas e outros animais.

Agora é hora de agir. Nosso protesto em todo o país pode forçar o Congresso a fazer os donos de fazenda pagarem o preço por torturarem ou escravizarem seus concidadãos. Clique abaixo para se juntar e construir um protesto ensurdecedor antes da Avaaz se reunir pessoalmente com o Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para entregar nossa mensagem:

http://www.avaaz.org/po/stop_slavery_in_brazil/?vl

Os livros escolares nos ensinam que a escravidão foi abolida há 124 anos pela princesa Isabel, mas a verdade é que ainda hoje há pessoas que vivem na escravidão -- os mais pobres de nós são levados a acreditar em empregos prósperos, mas acabam arriscando suas vidas em plantações de cana-de-açúcar, carvoarias, criação de gado, prostituição e outras atividades. Muitas vezes eles são literalmente forçados a trabalhar com uma arma apontada para suas cabeças.

Uma chave para acabar com a escravidão está prestes a ser entregue ao Congresso. Vamos abafar o lobby dos ruralistas, que querem acabar com essa PEC, e aumentar o coro retumbante para derrotar o vergonhoso mercado da escravidão do Brasil de uma vez por todas. Assine a petição e encaminhe para todos:

http://www.avaaz.org/po/stop_slavery_in_brazil/?vl

Cada vez mais, vemos que o poder popular pode fazer o impossível. A escravidão é uma crise que afeta todo o planeta e temos uma chance de encabeçar a abolição. O Congresso deu o primeiro passo, agora podemos ajudar a alcançar um Brasil livre de escravos.

Com esperança,

Pedro, Emma, Diego, Laura, Carol, Ricken e toda a equipe da Avaaz


Mais informações:

Governo quer votar PEC do Trabalho Escravo até 13 de maio (Rede Brasil Atual)
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/03/governo-quer-votar-pec-do-trabalho-escravo-ate-13-de-maio

Governo pede agilidade na votação de projeto sobre trabalho escravo (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1061665-governo-pede-agilidade-na-votacao-de-projeto-sobre-trabalho-escravo.shtml

Crianças bebiam água do gado em fazenda de deputado flagrada com escravos (Repórter Brasil)
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=2040

Comissão: 40 mil foram resgatados da escravidão no Brasil desde 1995 (Terra)
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5718577-EI306,00-Comissao+mil+foram+resgatados+da+escravidao+no+Brasil+desde.html

PEC do trabalho escravo é prioridade para governo (Congresso em Foco)
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/reportagens-especiais/pec-do-trabalho-escravo-e-prioridade-para-governo/

Debate da PEC 438/2001 contra o Trabalho Escravo (e-Democracia)
http://edemocracia.camara.gov.br/web/contra-o-trabalho-escravo/inici
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22ª ROMARIA DO TRABALHADOR DA ÁREA ITAQUÍ BACANGA



Tema: A SAÚDE PUBLICA PEDE SOCORRO
Lema: SENHOR CURE ESTA DOENÇA: CORRUPÇÃO$$$$

A ÁREA ITAQUÍ BACANGA há 22 anos realiza a Romaria do Trabalhador através das 03 (três) paróquias da região sendo estas: São Daniel Comboni, Nossa Senhora da Penha e São José Operário do Bonfim, que tem como pontos centrais: Manter viva a tradição, da caminhada a favor da vida dos trabalhadores e trabalhadoras, dos desempregados, dos marginalizados e excluídos, reivindicando o direito à VIDA, à SAÚDE, á alimentação, á educação, cultura, lazer, esporte, trabalho e renda, ecologia; Meio Ambiente saudável e segurança para construirmos uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna cheia de paz para que a dignidade humana seja garantida, a fim de que se cumpra o projeto de Deus. Em fim todos tem direito á Políticas Públicas de qualidade.
Nesta perspectiva conclamamos a população a ir às ruas no DIA 1º DE MAIO DIA DE LUTA e gritar clamando respeito, justiça e SAÚDE e vida digna a todos, denunciar toda e qualquer forma de violação dos direitos dos moradores, de violação a dignidade humana em especial da SAÚDE PÚBLICA.
PROGRAMAÇÃO
DIA: 01/05/2012.
CONCENTRAÇÃO: A partir das 13h30 na frente da Unidade Mista da área Itaquí/Bacanga- Avenida dos Portugueses com a Mística de Abertura.
Durante todo o percurso da caminhada da romaria haverá momentos de animação com músicas que retratam a luta da população, orações e falas de reflexão.
Encerramento com a Missa na Comunidade Nossa Senhora da Esperança- Alto da Esperança.
Jorge Prado
Responsável pela divulgação
Fone: (98) 8815-6895