sexta-feira, 29 de julho de 2016

A triste sina do PT no Maranhão



Há quem pergunte qual razão para que o PT do Maranhão nunca se reencontre com a urnas, mesmo dentro da estratégia do pragmatismo adotada nos últimos anos.

No Estado, a legenda sempre é usada como moeda de troca para os grandes acordos nacionais. A militância do partido não é ouvida e nunca pode fazer escolhas, conforme a expectativa legítima de construção de um projeto de poder.

Em 2010, por pressão do então presidente Lula, o Diretório Nacional do PT impôs à sua seção maranhense o apoio à candidatura de Roseana ao governo.

O Diretório Estadual do PT-MA havia optado por apoio a Flávio Dino (PC do B) e teve sua decisão anulada.

Em 2006, Lula já tinha apoiado a eleição de Roseana, argumentando que a família Sarney o apoiou durante a crise do mensalão.

Em troca, Roseana apoiara a reeleição de Lula em 2006 e a eleição de Dilma em 2010.

Tudo isso fez a legenda definhar irremediavelmente.

Em 2012, o PT lançou candidato a prefeito em São Luis, o então vice-governador, Washington. Naquela ocasião, o candidato independente do grupo Sarney era Bira do Pindaré, que foi derrotado internamente. Washington havia sindo eleito na chapa de Roseana Sarney, no mesmo clima de subordinação de 2010.

O engraçado é que Flávio Dino, preterido pelo PT, denunciava com veemência indignada a impropriedade da articulação por cima deflagrada por Sarney, para subordinar a legenda.

Agora ocorre situação inversa. O PT tentou candidatura própria para as eleições municipais, rompendo com o grupo de Edvaldo Holanda.

Flávio Dino, com crédito político junto ao PT Nacional, em função da defesa do mandato de Dilma Rousseff, exigiu fidelidade e subordinação, mantendo o legenda no condomínio de Edvaldo. Tudo igualzinho ao Sarney. O ciclo se repete.

Resultado, com o recuo, nem vice de Edvaldo o PT pode mais ser. Roberto Rocha por via indireta trava o sonho do PT e de Bira do Pindaré, numa só tacada. Vai indicando seu filho ao posto de vice de Edvaldo.

E Edvaldo é obrigado a aceitar, senão sai a candidatura de Bira.

E assim o PT do Maranhão segue na sua trista sina de legenda de segunda categoria. O golpe poderia ter produzido outra coisa.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Convenção Municipal do PSOL em São Luís





A convenção do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL de São Luís ocorreu hoje. Com o ato político formal, o partido dá a largada para participar das eleições de 2016.

O candidato a prefeito é o economista Valdeny Barros. Aline Maria é a vice prefeita. O Partido Comunista Brasileiro - PCB confirmou a coligação e comporá a frente de esquerda.

Os dois partidos aceitam o desafio de apresentar a alternativa de esquerda para a cidade, que padece nos últimos anos com gestões sofríveis.

Além de enfrentar o prefeito Edvaldo Holanda Junior (PDT), que tenta se reeleger, com o apoio de um condomínio de partidos fisiológicos que gravitam em torno do Palácio dos Leões, os dois partidos também terão que enfrentar Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso (PP).

A diferença entre os três adversários da candidatura do PSOL é mínima e suas contradições são grandes, o que abre espaço para uma alternativa ao eleitorado de esquerda.






O PSOL sustenta seu discurso afirmando o socialismo e a ética, no quadro de profunda crise do sistema político brasileiro. O partido, atuando ao largo dos grandes escândalos que arrastaram um segmento expressivo da esquerda pragmática, é oposição programática aos governos Dino, Dilma e Temer.

Em relação ao último, está engajado no processo de mobilização que denuncia o golpe articulado pela direita, defende a democracia ao mesmo tempo em que se opôs ao ajuste patrocinado pelo Governo Dilma e agora levando a cabo pelo governo Temer.

Dentre suas bandeiras está a mobilidade e a reforma urbanas, temas a partir dos quais formula a crítica às sucessivas gestões que governaram a cidade.






Surge o Movimento por uma Alternativa Independente Socialista - MAIS



Com o racha do PSTU, no dia 23, cerca de 1.200 pessoas, segundo os organizadores, reuniram-se em um clube paulistano para o lançamento do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente Socialista).

O grupo já havia apresentado o manifesto "É preciso arrancar alegria ao futuro", no qual discordava da postura do partido diante da votação do impeachment e chamava a luta contra o governo Temer e por novas eleições gerais'', explicitando suas divergências com a direção nacional do PSTU, que apregoa o "Fora Todos".

O movimento de saída foi significativo (739 militantes, de 20 Estados) e pode se ampliar nos próximos dias, assim como também pode atrair militantes de outras siglas.

A vereadora Amanda Gurgel, de Natal, esteve em São Paulo neste sábado para o lançamento do mais novo movimento de esquerda com os dissidentes. Valério Arcary, histórico militante do PSTU, também está entre os que saem.

Ainda não há confirmação de que o MAIS vai se tornar um partido, mas o grupo já agendou para o início de 2017 uma convenção para decidir os rumos do movimento.

Por enquanto o grupo participará das eleições sob a legenda do PSTU e terá uma postura mais forte em relação às mobilizações em torno do "Fora Temer", não descartando inclusive participação na Frente Povo Sem Medo. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O Racha do PSTU: "É preciso arrancar alegria ao futuro"


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Nesta quarta-feira (6), um expressivo grupo de dirigentes e militantes do PSTU anunciou seu desligamento do partido.

Entre os signatários do manifesto de rompimento, o respeitado intelectual Valério Arcary e a vereadora potiguar Amanda Gurgel. A sigla, de influência trotskista, elegeu apenas dois parlamentares nas eleições municipais de 2012, dentre eles, a própria Amanda.

No texto do manifesto, um contraponto ao dogmatismo do PSTU, que apoiou o impeachment de Dilma e defende a bandeira do “fora todos”.

Nesse documento, anunciando a ruptura,  720 militantes enfatizam que as divergências cresceram internamente nos últimos oitos meses.

O centro da discussão passa por um debate sobre a necessidade de romper com a marginalidade e o isolamento a partir de um programa ultraesquerdista que nem os trabalhadores estariam dispostos a abraçar.

A conjuntura nacional também reforçou as divergências, com o advento do impeachment. O texto diz:

“Há mais de um ano vínhamos afirmando que era preciso enfrentar, com centralidade, a política de ajuste fiscal do governo Dilma, mas combater também a oposição burguesa que queria derrubá-la apoiando-se em mobilizações reacionárias. Para esta luta, acreditávamos que era necessário construir a mais ampla unidade de ação com todos os setores que estivessem na oposição de esquerda ao governo”.

“Depois que a maioria da burguesia se unificou em torno à proposta de impeachment, a partir de fevereiro de 2016, defendemos internamente que era vital lutar contra esta manobra parlamentar, sem que isso significasse, evidentemente, prestar qualquer apoio político a Dilma. Porque avaliávamos que a derrubada do governo do PT só teria um sentido progressivo se realizada pelas mãos da própria classe trabalhadora, por meio de suas próprias organizações. Ao contrário, se liderada pela oposição de direita, a derrubada de Dilma seria uma saída reacionária para a crise política; deseducaria os trabalhadores em sua tarefa de autoemancipação. A segunda hipótese foi exatamente a que ocorreu”. 

O ponto de ruptura converge com as posições do PSOL e coloca a questão da palavra de ordem "Fora Dilma, Aécio, Temer, Cunha, fora todos eles!", defendida pelo PSTU, como um ponto crítico que impossibilitou a unidade da esquerda brasileira. 

Não comemoramos a fragilização do PSTU e esperamos apenas que a sigla se reencontre para fortalecer nossa unidade, reconhecendo nossas diferenças como parte de um processo que busca o socialismo como utopia orientadora.

O manifesto de rompimento segue abaixo (link http://alegriaaofuturo.com.br/quem-assina/):

"O presente manifesto é assinado por algumas centenas de companheiras e companheiros que no passado fizeram uma aposta militante no PSTU. Temos orgulho de ter dedicado o melhor de nossas forças para essa organização, mas hoje vimos a público comunicar que esta experiência chegou ao fim e que decidimos trilhar um novo caminho. Pertencemos a diferentes gerações, somos veteranos e jovens, mulheres e negros, LGBT's, professores e indígenas, operários industriais e da construção civil, petroleiros e estudantes, ativistas e dirigentes sindicais que constroem a CSP-Conlutas, trabalhadores da saúde e do transporte, desempregados e intelectuais, funcionários públicos e terceirizados.

Há cerca de oito meses, começamos uma batalha por nossas ideias dentro da LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores) e sua seção brasileira, o PSTU. Por meio deste manifesto, queremos expressar nossas posições e as conclusões a que chegamos ao longo desse debate.

O que pensamos?

Acreditamos que as dificuldades enfrentadas pelos revolucionários neste início de século 21 encontram sua explicação mais profunda no impacto reacionário da restauração capitalista na URSS, leste europeu, sudeste asiático e Cuba. A ofensiva política, econômica, social, militar e ideológica do imperialismo, os discursos sobre “o fim da história” e a adaptação da esquerda reformista à ordem burguesa não passaram sem consequências. O movimento de massas retrocedeu em sua consciência e organização. E os revolucionários sofreram os efeitos desses anos de confusão e crise.

Mas a história não acabou. A crise econômica mundial de 2007-2008 abriu uma nova situação internacional marcada pela instabilidade e pela polarização política, social e militar. Nesse marco, surgiram fenômenos altamente contraditórios, como a Primavera Árabe, a crise econômica europeia, o conflito militar na Ucrânia, os indignados da Espanha, a ascensão de partidos neo-reformistas como Syriza e Podemos, a crise dos refugiados na Europa, o fortalecimento da direita em várias partes do mundo, as manifestações na Grécia, as lutas antiproibicionistas e pelo direito à cidade encabeçadas pela juventude, o declínio dos governos de colaboração de classes na América Latina, o avanço do fundamentalismo islâmico e cristão, o ascenso da luta antirracista, feminista e antilgbtfóbica no mundo inteiro, as jornadas de Junho de 2013 no Brasil, a guerra civil na Síria, a crise do euro e da União Europeia, o atual ascenso francês e tantos outros.

Assim, a nova situação mundial abre importantes perspectivas aos socialistas. Mas é preciso saber atuar. Acreditamos que a postura dos revolucionários diante da reorganização da esquerda deve ser firme, porém, paciente. Porque o caminho da autoproclamação nos condenaria à marginalidade. Porque sabemos que o isolamento, a condição de minoria e a luta contra vento e maré durante tantas décadas deixaram em todos nós cicatrizes, reflexos sectários que devemos ter a coragem de superar.

Pensamos que a simples apresentação de um programa revolucionário não é o bastante para construir uma organização marxista. O decisivo é que esse programa seja ouvido, que lutemos por ele em cada espaço, que ele seja compreendido e aceito pelas massas e sua vanguarda. Não superaremos a marginalidade com um programa ultraesquerdista, que os trabalhadores não estão dispostos a abraçar, ou que, às vezes, nem sequer compreendem.

No terreno da política nacional, por sua vez, as diferenças não foram menores. Há mais de um ano vínhamos afirmando que era preciso enfrentar, com centralidade, a política de ajuste fiscal do governo Dilma, mas combater também a oposição burguesa que queria derrubá-la apoiando-se em mobilizações reacionárias. Para esta luta, acreditávamos que era necessário construir a mais ampla unidade de ação com todos os setores que estivessem na oposição de esquerda ao governo e, se possível, dar a esta unidade uma forma organizativa: uma frente de luta ou terceiro campo alternativo ao governo e à oposição de direita.

Depois que a maioria da burguesia se unificou em torno à proposta de impeachment, a partir de fevereiro de 2016, defendemos internamente que era vital lutar contra esta manobra parlamentar, sem que isso significasse, evidentemente, prestar qualquer apoio político a Dilma. Porque avaliávamos que a derrubada do governo do PT só teria um sentido progressivo se realizada pelas mãos da própria classe trabalhadora, por meio de suas próprias organizações. Ao contrário, se liderada pela oposição de direita, a derrubada de Dilma seria uma saída reacionária para a crise política; deseducaria os trabalhadores em sua tarefa de autoemancipação. A segunda hipótese foi exatamente a que ocorreu.

Debatemos estas e outras diferenças lealmente durante quase um ano. Não obstante, foi atingido um ponto de saturação. Quando as diferenças se fazem insolúveis, quando a possibilidade de síntese se esgota, quando as discussões se tornam intermináveis e as polêmicas improdutivas, o perigo da desagregação passa a ser maior que tudo. Chegamos à conclusão que o prosseguimento do combate ameaçava com uma ruptura abrupta e desorganizada. Para preservar o maior patrimônio de qualquer organização, seus militantes, optamos por encerrar a luta e oferecer uma saída organizada para a crise. Deixamos o PSTU.

Reconhecemos o PSTU como uma organização revolucionária. Não pensamos que é menos revolucionário agora do que antes. Mas às vezes é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização. Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente das rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante.

O que queremos?

Ao mesmo tempo em que nos desligamos do PSTU, reafirmamos nossa disposição em continuar a luta pela revolução socialista em uma nova organização nacional. Reconhecemos a ação consciente e organizada como a mais eficaz. Sobre a base do marxismo, da teoria leninista de organização e de toda a experiência histórica do movimento operário e socialista mundial, queremos construir algo novo. Admitimos sem soberba, com sincera humildade e respeito, que não somos os únicos revolucionários no Brasil ou no mundo.

Somos um pequeno ramo da grande árvore do marxismo revolucionário mundial. Reivindicamos as resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional; defendemos a teoria da revolução permanente e o Programa de Transição de Leon Trotski; nos colocamos a serviço da reconstrução da IV Internacional; abraçamos a herança do trotskismo latino-americano que teve em Nahuel Moreno seu principal dirigente e organizador; defendemos um marxismo ao mesmo tempo rigoroso na utilização dos conceitos e aberto na interpretação dos novos fenômenos; acreditamos que os socialistas devem estar na primeira fileira do combate ao machismo, à lgbtfobia e ao racismo, principalmente num país que traz na sua história a triste marca de quatro séculos de escravidão e que é um dos que mais mata mulheres e LGBT's no mundo; vemos a revolução socialista, em primeiro lugar, como processo de autoemancipação dos trabalhadores, com a classe operária à sua frente; entendemos que o revolucionário é, em primeiro lugar, um rebelde, e por isso o regime interno de uma organização marxista deve se caracterizar tanto pela disciplina na ação, quanto pela ampla liberdade de discussão, e que esses dois aspectos não são contraditórios, mas sim complementares e inseparáveis.

Rejeitamos qualquer tentativa de reeditar, trinta anos depois, a experiência reformista do PT, como faz hoje a direção majoritária do PSOL. A redução da luta de classes à luta parlamentar, as alianças com os setores supostamente progressivos da burguesia nacional, a transformação dos deputados, senadores e prefeitos em figuras todo-poderosas, que só devem satisfações a si mesmos – tudo isso já foi feito. E fracassou. Não trilharemos este caminho.

Sabemos que a degeneração política do PT e a corrupção de seu aparelho alimentam uma saudável desconfiança entre os lutadores jovens que não querem ser manipulados como a vanguarda da geração anterior. Aos milhares, os ativistas se perguntam como controlar suas próprias organizações. E têm razão! Porque o tempo da ingenuidade e da credulidade nos líderes precisa ficar para trás. Queremos uma organização em que não haja lugar para os arrivistas, os oportunistas, para aqueles que querem obter vantagens e benefícios pessoais. Queremos entre nós os despojados de pretensão, os desapegados de ambição, os desprendidos de vaidade.

A luta é aqui e agora

O maior desafio de nossas vidas, o sentido de nossa militância, é a realização e o triunfo da revolução socialista brasileira. A classe trabalhadora e o povo oprimido devem se elevar à altura do combate que a história convoca. Treze anos de governos do PT demonstraram de forma irrefutável que a estratégia de regulação do capitalismo através de minúsculas reformas social-liberais conduziu o país a um verdadeiro desastre. A direção do PT é a primeira responsável pela tragédia que se abate hoje sobre a classe trabalhadora brasileira. Lula e Dilma traíram o sonho dos trabalhadores, enterraram-se a si próprios e abriram o caminho para Michel Temer e Henrique Meirelles. A verdadeira libertação dos explorados e oprimidos passa, portanto, pelo combate à conciliação de classes promovida pelo PT e pela retomada de uma estratégia de ruptura revolucionária da ordem.

A crise e posterior falência estratégica do PT, tão evidentemente demonstrada nas jornadas de Junho de 2013 e no episódio do impeachment, colocam para a esquerda marxista brasileira o dilema de sua própria crise, de sua própria marginalidade, de sua própria fragmentação. Os calendários eleitoral e sindical não comportam mais as lutas que vêm ocorrendo. É preciso uma saída estratégica. É nesse sentido que precisam trabalhar os marxistas revolucionários.

Mas as lutas dos explorados e oprimidos não podem esperar. Elas estão ocorrendo aqui e agora. Para que elas sejam vitoriosas, precisam ser cercadas da mais profunda solidariedade, em torno a elas deve ser construída a mais ampla unidade.

Essa unidade na ação prática, na luta comum, passa hoje, em nossa opinião, pela bandeira do Fora Temer, quer dizer, a luta contra o governo de plantão e suas medidas. Sem a unidade dos movimentos sociais combativos em torno a essa tarefa decisiva, corremos dois perigos. O primeiro é que o impulso de todos esses enfrentamentos parciais se disperse, pela ausência de uma estratégia geral comum. O segundo é que os combates específicos sejam apropriados pela direção do PT em seu projeto de voltar ao poder com uma nova candidatura Lula. Ou seja, a velha chantagem do mal menor. A maior tarefa da esquerda anticapitalista, portanto, é abrir o caminho para outra saída política. E ela pode ser construída desde já. Nenhum dos partidos e organizações da esquerda combativa pode hoje, por si só, oferecer esta saída.

Para ser efetiva, essa saída precisa ser construída de fato por todas as correntes e organizações combativas do movimento social, por todos que desejam sinceramente conformar esse terceiro campo alternativo da classe trabalhadora.

Defendemos a unidade deste terceiro campo também nas eleições municipais de 2016. Propomos ao PSTU, ao PSOL, ao PCB, às organizações políticas que não possuem legalidade e aos movimentos sociais a construção de uma Frente de Esquerda e Socialista, com um programa de ruptura com os planos de ajustes que são aplicados por todos os governos e prefeituras. Nos colocamos desde já a serviço dessas grandiosas tarefas.

Queremos, enfim, construir uma organização que resgate a grandeza e a integridade do projeto socialista; uma organização que seja digna da memória daqueles que vieram antes de nós e entregaram suas vidas na luta pela igualdade social; uma esquerda revolucionária não-dogmática, que não se acomode nas poltronas de couro dos gabinetes parlamentares, mas que combata também o corporativismo e o burocratismo dos sindicatos, que priorize a luta direta das massas, que dialogue com a ampla camada de ativistas surgida no último período, que seja capaz de influenciar verdadeiramente os rumos da luta de classes no país, de inspirar confiança e esperança novamente.

O desafio é gigantesco, mas temos confiança que podemos, como dizia o velho poeta Maiakovski, “arrancar alegria ao futuro”. É chegada a hora de ousar. Mais do que nunca, é preciso lutar, é possível vencer.

Os assinantes do presente manifesto convidam também a todas e todos para o ato nacional de lançamento da nova organização, que ocorrerá no dia 23 de julho, sábado, na cidade de São Paulo. Horário e local a confirmar.

Viva a luta dos explorados e oprimidos do mundo inteiro! Viva a revolução! Viva o socialismo!"


Assinam:

São Paulo



Aldo Sauda Alessandra Fahl Cordeiro Alex Henrique Alex Raval Alexandre Fusco Aline Klein Amanda Menconi Amanda Souza Ana Carolina Morais Ana Clara Toni Ana Lara Pereira Ana Lucia Marchiori André Azem André Foca André Ramiro Andresa Santos Antonio Francisco Ferreira (Ferreirinha) Antonio Junior Antonio Pereira Arielli Tavares Arthur Valente Be Mosken Beatriz Benetti Beatriz Linzmayer Bento Damaceno Bernardo Boris Beth Lima Bruna Alem Santinho Bruna Quinsan Bruno Alves Bruno Siqueira Cadu Dall'agata Caetano Caio Dias Garrido Caio N. Abreu Camila Ferreira Camila Lisboa Carla Pradini Carlos Daniel “CD” Toni Carol Coltro Carolina Freitas Cathiene Domingos César Augusto Chantal Liegeois Cíntia Senhora Cláudia Souza Daiane de Fátima Curi Daniel Danilo Zanelato Dayana Teixeira Diego Vilanova Doni Silva Edgar Fogaça Edgar Passos Edson Silvério Eduardo Casteluci Eduardo Loeck Elber Almeida Eli Moraes Eliana Nunes Eliana Penha Elisângela Rodrigues Ernesto Roberto Korda Evelyn Everaldo Becker Everton Bertucchi Fabiana de Abreu Fabiana Salander Amaral Fábio Lopes Fabio Masselani Fabio Resende Fabio Torres Fabiola Calefi Fátima Fernandes Fátima Guimarães Fausto Fernando Esteves Filipe Augusto Flávio Stonewall Francisco Noronha de Oliveira Fransergio Noronha Friza Gabriel Casoni Genilda Souza Genivânia Gilberto Souza Gisele Falcari Gisele Peres Gisele Rosa Giulia Castro Glauber Girotto Gláucia Ferreira Gleice Barros Guarulhos Guilherme Pupo Guirá Borba Gustavo Linzmayer Gustavo Viana Helena Duarte Marques Hélio Konishi Henrique Canary Henrique Iglecio Hosana Silva Iara Larissa de Deus Dantas Iracema Santos Isabel Fuchs Isolda James de Paula Janaína Oliveira Jaqueline Quadros Jean Dias Jefferson Dias Jéssica Augusti Jessica Marques Jéssica Milaré João Daniel João Gabriel Tury Joao Pedro Buzalski João Ricardo Machado João Zafalão Joel Paradella Jorgiana Lozano José Perestrelo Josué Ribeiro Lima Joyce Camila Joziel Santos Jucinaldo Azevedo Juliana Donato Karina Lourenço Larissa Vasques Leandro Olímpio Leonardo Knijnik Leonardo Knijnik Letícia Alcântara Letícia Pinho LG Porfírio Lheô Shiroma Lígia Carrasco Lígia Lopes Gomes Lincoln Schwingel Lisa Costa Lívia Puglia Lourdes Quadros Lucas Almeida Lucas Brito Lucas Milanez Luciana Nogueira Luísa Daher Luisa Davola Luiz Fernando Cassanho – Barba Luiz Tombini Luma Feboli Lurdinha Pavam Manuela Moraes Marcela Carbone Marcelo Calorio Marcio V Bottini Marco Aurélio Marco Lopes Marcos Vinícius Simões Mari Mendes Maria Alves Maria Aparecida Silva Maria Carolina Maria Lobato Maria Luiza Ferreira Maria Tereza Moro Mariana Caetano Mariana Medeiros Mariana Percia Mariana Soléo Marina Sassi Martha Piloto Mateus Fávero Matheus Maurício Félix Mauro da Silva Inácio Mauro Puerro Mayara Conti Michel Torres Miguel Minos Murilo Magalhães Natália Borges Natália Sierpinski Natalício Santos Nelson Novaes Noraldino de Castro Neto Ovídio B Vieira Ozzi - Stephano Azzi Pamela Cristina Patricia Aun Patricia Lima de Oliveria Paula Nunes Paula Pascarelli Paulo Aguena “ Catatao” Paulo Bosso Pedrão - Pedro Cursio Pedro Augusto Nascimento de Almeida Pedro de Azevedo Pierre Fernandez Rafael Bedóia Rafael Emídio Rafael Santos Raira Coppola Raiza Rocha Raphael Guedes Raquel Galino Raquel Reis Renan Renata Belzunces Renata Contesini Renatão - Renato Bento Luiz Renato Fernandes Renato Pavam Ribeiro de Azevedo Ricardo Ricardo Monteiro Richard Araújo Rita G Brarros Rodolfo Soares Moimaz Rodrigo Corrêa Rodrigo Maluf Rodrigo Ricúpero Roger Reis Ronaldo Mota Rosa Araujo Rosemar Silva Rubens Sandra Esteves Shuellen Peixoto Silvia Ferraro Sirlene Maciel Solange cruz Soraia Neves Stella Susana Antunes Tales Machado Tamires Chorban Tati Ribeiro Tatiana Queiroz Thaís Zappala Thaize Chagas Thales Migliari Thiago Alves Thiago Leal Thiago Mahrenholz Thomaz Campacci Valdemir Cerqueira Valério Arcary Vanessa Madeira Vanessa Monteiro Vânia Helena Venâncio Cesar Favero Verena Victor Akira Victor Bicalho Victoria Ferraro Lima Silva Vilson Antonio Fiorentin Vinícius de Matos Vinicius Pereira Vinícius Zaparoli Vivian Alves Waldo Mermelstein Xandy Araújo Yuri Lueska

Rio Grande do Norte

Amanda Gurgel Andreza Kaylyny Artur Emiliano da Cruz Gomes Emy Magalhães Felipe Nunes Geni Laís (Luci) Gustavo Sixel Juary Chagas Juliana Augusto Luana Soares Lucas Alvergas Maurício Moreira Vitor Hugo Vittor Gois

Ceará

Adriana dos Santos Aloísio Macedo Ana Angélica Ana Cecilia Alencar Andreysson Silva Mariano Antonio Alves Pereira Artemis Martins Aruska Patricia B. Santos Beth Freire Camila Chaves Cindy Brandão Silvério Cláudio Ferreira do Nascimento Coulbert Antônio Fargnoli Daniel Furtado Domingo Neto Emmily Amorim da Silva Erico Bernardo Euclides Agrela Evannia Benjamin Fabio José Queiroz Fernando Castelo Branco Flavio Patricio Francisco Corredor Clesiberto Francisco de Assis Silva Araújo Francisco Edneudo Francisco Ednilson de Freitas Fred Bruno Gabriela Ruiz George Bezerra Germano Wicla Teixeira Gilberto Sales Henrique Eduardo Barroso Moreira Herbert Saboia Hildo Régis Iara Lopes Oliveira Isabel Cristina de Freitas lima Italo Coelho Alencar Jane Mara Ximenes Sousa Jane Raysan Jarir Pereira José Antonio Bento José Antonio Ribas José Benone José Naldo José Pereira Sousa Sobrinho Jovania Portela Lara Borges Lucas Ribeiro Lucélio Morais de Sousa Luís Cláudio Silva Luis Eduardo Luis Guilherme Luiz Fabrício Manoel Farias Manoela Freitas Lino Marcel Lima Cunha Marco Antonio da Silva Pereira Maria de Santana Costa Maria Helena Maria Rute Araujo Freitas Natalia Ayres Natalia Lídia Nericilda Rocha Nestor Bezerra Niagara Vieira Soares Cunha Nilziane Bezerra Ribeiro Ohana Alencar Pâmela Paulo Paula Farias Pedro de Aquino Pedro Renan Santos de Oliveira Rafael Raone Raimundo Rodrigues Dico da Cruz Ramó Alcantara Raquel Dias Renata Jatai Roberto da Paz Rute Thiago Celestino da Silva Thiago Chaves Sabino Valdir Alves Pereira Wildon Batista Silva Zeuza Maria Freitas Lima A. Rodrigues Alessandro Reinaldo Augusto Nobre Edson Xavier Filipe Dantas Ítalo Aquino João Adolfo Bandeira Luana Villar Maria Almeida Petrônio Alencar Roberta Rocha Zuleide Queiroz

Rio de Janeiro

Adriano Carmelo Alexandre Vander Velden Artur Peccin Badauí Jorge Carol Birrer Carol Burgos Cintia Teixeira Clara Saraiva Dharani Coppola Diego Gouveia Diego Soares Elena Veríssimo Fael Miranda Gabriel Ferreira Gabriel Vilaça Gibran Jordão Gilberto Mira – Gil Igor Dantas Isabela Blanco Ivanilda Reis Julia Almeida Katinha Ferreira Leandro Santos Leonam Carvalho de Souza Marcia Paula Macedo Michelle Capone Moara Souza Natalia Conti Natália Russo Patrick Galba de Paula Rafael de Aquino Renan Costa Paes Thomas Vidal Vicente Saraiva Daniel Tomazine Marcello Bernardo Thalles Leopoldo Adérson Bussinger Carvalho Alexandre Aguena Beto Della Santa Danielle Sampaio Diogo Oliveira Gustavo Fagundes Higson Coelho Natália Tuler Nayara Assunção Rodrigo Noel Saint Clair Luiz do Nascimento Neto Samantha Souza Sonara Costa Viviane Ramos Palma Andrey Bertolo Gizelya Morais Ione Carvalho Jean Michel Karolina Nycz Lucas Souza Mateus Ribeiro Miguel Frunzen Tamiris Rizzo Thais Brito Valéria Docillio

Minas Gerais

Adnalva Alves Agatha Rotelli Alexandre Zambelli Andressa Moreira Baiano Bernardo Lima Carine Martins Carla Alvim Daniel Wardil Davi Landau Denisia Aparecida Diego David Edson Salles Efraim Moura Elida Filipe Raslan Geralda Maria Gloria Trogo Isabela Pennini Izabella Lourenço John Anderson Lirian da Consolação Livia Furtado Lucas Ferreira Luiza Diniz Marcio Diogo Maria Aparecida de Oliveira Maria da Conceição Matheus Almeida Nelson Junior Pedro Valadares Rayane Guedes Suely Maria Aline Vieira Ana Emilia Carvalho Arthur Duarte Felipe Fonseca Felipe Valente Gustavo Campos Lorene Figueiredo Mariana Almeida Patricia Duarte Patricia Mafra Tallia Sobral

Rio Grande do Sul

Adriele Albuquerque Alexandre Wood Altemir Cozer Ana Laura André Simões Artemi Fagundes Chico da Silva Davi Dietrich Deborah Xavier Diego Braga Felipe Pereira “Fefo” Hilda Dobal Mara Souza Maria Helena Martina Gomes Matheus Gomes Morghana Benevenuto Pedro Oliveira Rodrigo Bocão Sarah Arnold Tanisi Rocha Vinícius Lima William Boenavides William Gonçalves Geovanna Dutra “Gika” Jeferson Cavalheiro Douglas Alves

Pará

Abel Ribeiro Alexandre Favacho Altobelly Rosa Amanda Ferreira Andréa Neves Angela Azevedo Ápio Dias Cleide Santos Danilo Costa Emerson Monte Érica Ferreira Fabrício Braga Gizelle Freitas Glailson Santos Ítalo Laredo Josyanne Quemel Juliana Damasceno Luana Paranhos Luiz Henrique Maria de Fátima de Aguiar Guilherme - Fafá Marlon George Moacir Miranda Norma Affonso Paulo Braga Paulyane Ramos Rodrigo Gomes Rogério Freitas Socorro neves Sueny Moura Tais Ranieri William Mota

Bahia

Abraão Penha Ana Luísa Martins Ana Paula Medeiros Anderson Carvalho Carlos Zacarias Caroline Sales Dalton Francisco Elson Sampaio Felix Gabriela Mota Gil Daltro Gleide Davis Gustavo Mascarenhas Marques Henrique Saldanha Jean Montezuma Jeciné Nascimento Joallan Rocha Josias Porto Lana Bleicher Maurício wiering Marcos Vinicius Ribeiro Monique Carneiro Priscila Costa Rafael Guimarães Renata Mallet Roseli Afonso Vladimir Arce Wellington Gardin Zózina Almeida André Freire Beatriz Fernandes Carlos Nascimento Elisa (Isa) Gonçalves Matheus Quadros Pedro Porfírio Cristina Santos Danilo Santana Davidson Luís Brito Karen Oliveira

Alagoas

Adriano Diamarante Adrícia Bonfim André Albuquerque André Pedrosa André Praxedes Beatriz Santos Brunna Moraes Davi Menezes Delanisson Araujo Eduardo Santos Elisa Alves Ellen Morais Elson Lima Ewerton Souza Felipe Sales (Bata) Fernanda Macêdo Francisco Alberto Gabriel Santos Geice Silva Geysson Santos Gustavo Leão Hammel Phillipe Hitallo Viana Jaison Xanchão João Lima Júlia Farias Jully Ramos Keise Brito Laise Pereira Larissa Oliveira Léo Bulhões Luciane Araújo Paulo Bob Raffaela Gomes Reinaldo Luna Rhary Oliveira Rodrigo Cruz Saulo Theotônio Shirlya Lima Tâmara Marie Vitória Santiago Whendell Magalhães Wibsson Ribeiro Yuri Lira

Pernambuco

Aldo Lima André Brenner André Oliveira Bruna Bezerra Diogo Xavier Everton Melo Ewerton Cunha Filipe Gondim Iris Rodrigues Ismael Feitosa José Cosme Kaline Rebeca de Lemos Malaquias Nise Santos Pedro Viegas Rafael Baltar Raissa Bezerra Rebeca Gondim Thiago Pereira Santos Victor Soares

Paraná

Gabriel Paiva Márcia Farherr Nicolas Pacheco Afonso Reno Alisson Matins Bete Candido Carla Cobalchini Débora Santos Eliane Graciano Elita Moraes Eric Gil Evandro Castagna Januza Borba Jéssica Miranda José Carlos de Assis Karen Capelesso Letícia Faria Marcello Locatelli Marcos Vinicius Mariane de Siqueira Marília Lauther Mateus Magalhães Paula Alvarenga Paulo Amaral Rodrigo Tomazini Bia João Jorge Maurício Pedro Ângelo Felipe Ponte Laercio Lorena Tom Fuzetto

Brasília

Ademar Lourenço Ana Maria Libório Antonio de Castro (Toni) Clara Martins Clarissa Araújo Edson Alexandre Gabriel Otavio Jadson Lima José Gonçalves (Jacó) Karine Alfonseca Luana da Costa (Negra Lua) Magno Pereira Marylia Alves Mayara Castro Mychel Sousa

Maranhão

Ailton Penha (Magrão) Ana Paula Martins Ana Raíssa Rodrigues Bianca Diniz Cássia Millene Gilvan Azevedo Jheny Maia Luiz Chaves Noleto Maria Dolores Silva Maria Rosane Torres Micael Carvalho Regina Sheila Bordalo Rielda Alves Serginaldo Lima

Sergipe

Bergson Marinho Cilene Santana Danilo Campos Erílio Bispo Michelle Félix Raquel Sousa Toeta Valéria Lezziane Victor Hugo Costa Zeca Oliveira

Santa Catarina

Bruno Zabot Pacheco Luiz Felipe Zimmermann Matheus Silva Nicollas de Souza Silva Victor Wolfgang Kegel Amal “ Ambev” Vitor Rollin Prudêncio “ Xuxa” Vitor Santos

Amazonas

Rao Leminski Williamis Vieira

Piauí

Gisvaldo Oliveira Ramses Pinheiro Renato Rodrigues

Goiás

Daniel Kraucher Deyner Batista Felipe Nicknig Hemanuelle Jacob Herick Araújo Pedro Henrique Martins

Amapá

Ailton “Mão” Alinne Brito Cynthia Diniz Marcão

Paraíba

Janaína Bezerra Marcelino Rodrigues

Espírito Santo

Janaína Agra

Eleições de São Luis: como era de se esperar

Nos últimos dias, dois elementos de conjuntura que influenciarão as eleições em São Luís.

O primeiro, a declaração do secretário estadual de Comunicação e Articulação Política do governo Flávio Dino, Márcio Jerry (PCdoB), anunciando por meio de sua conta pessoal do Twitter que o governador do Maranhão, apoia três candidatos a prefeito na capital maranhense: Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS) e Bira do Pindaré (PSB).

Por esse prisma, o deputado Wellingon do Curso (PP) estaria fora do condomínio, embora venha crescendo nas pesquisas. Esse deputado compôs a coalização que apoiou Flávio Dino para governador e nos últimos meses vem desenvolvendo carreira solo na Assembleia Legislativa, tecendo críticas contundentes ao prefeito Edvaldo Holanda Junior (PDT).

Por que Wellington não é menos confiável do que Eliziane Gama para Flávio Dino não me pergunte.

Na verdade, o governo não tem interesse agora numa possível aproximação com Wellington por vários motivos: não tem grupo, não tem posição política definida a respeito de quase nada. É uma incógnita.

Dino sabe que o prefeito Edvaldo Holanda está em dificuldades, por isso buscou ampliar o leque de possibilidade para manter vivo seu projeto político. Não me pergunte também que projeto político é esse, porque a sociologia política ainda está estudando esse curioso percurso eleitoral. Só para ter uma pequena amostra das contradições desse projeto, Eliziane (PPS) e Bira (PSB) são filiados a partidos políticos que apoiam o golpe contra Dilma Roussef, ardorosamente defendida por Dino.

O segundo elemento de conjuntura foi o resultado da plenária de tática eleitoral do PT de São Luís. Apesar do rapapé em favor da candidatura única, manteve-se a previsão pessimista em relação à recuperação ideológica do partido. Neste domingo, a sigla resolveu aderir à candidatura de Edvaldo Holanda Junior, descartando a possibilidade de candidatura à esquerda.

A plenária simplesmente confirmou que o PT não tem mais condições, em muitos Estados, de retomar o projeto político propriamente de esquerda. No Maranhão, continuará sendo um satélite do conservadorismo que já levou à deposição sua presidenta da República. 

Engolido pelo fisiologismo do PCdoB e esvaziado de qualquer conteúdo ideológico, a legenda tende não apenas a desparecer eleitoralmente mas ideologicamente. 

Do ponto de vista prático, não há ainda alternativa política na Capital. Depois de um ano e sete meses de Governo Dino, até a polarização com o grupo Sarney parece hoje sem sentido profundo, tão semelhantes são as práticas políticas e até as estratégias de permanência no poder.

Por essa razão insistimos em construir um campo político independente, de fato.